Premium Universidades entupidas com pedidos para reconhecer diplomas estrangeiros

A entrada em vigor de uma nova lei para reconhecimento de graus e diplomas levou a que fossem apresentados cerca de 4350 processos em menos de três meses. Mas há problemas no terreno.

As universidades estão a ser inundadas com pedidos de estrangeiros que querem ver os seus cursos reconhecidos em Portugal. A entrada em vigor no início do ano de uma nova lei para reconhecimento de graus e diplomas, que prometia tornar o processo mais simples, levou a uma verdadeira corrida nesta área, com mais de quatro mil pedidos apresentados em menos de três meses. Há universidades que num trimestre já tiveram mais pedidos do que em todo o ano passado e relatam-se atrasos provocados por problemas na plataforma informática e pelas dúvidas na interpretação da lei.

O aviso publicado no site da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) já deixa perceber que os serviços estão a ter problemas para responder a todos os pedidos. "A partir de 11 de março de 2019 o atendimento presencial da Divisão de Reconhecimento, Mobilidade e Cooperação Internacional é efetuado exclusivamente por marcação", lê-se numa publicação da DGES, com o "exclusivamente" escrito com letras que berram. Ao lado, um outro aviso que servia de conselho para quem se candidatou ao concurso da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que terminou nesta sexta-feira, admitia a existência de um "volume elevado de pedidos de reconhecimento de graus e diplomas efetuados, recentemente, junto desta DGES".

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