O valor das obras que estavam a ser realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência que ficarão suspensas devido à tempestade Kristin rondará os 500 milhões de euros, disse este sábado, em Pombal, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro de Almeida. O governante sublinhou que Portugal não perderá o financiamento europeu.“Portugal não vai perder nenhum euro das subvenções do PRR, apesar das calamidades. O objetivo é garantir que todas as obras que estão a ser construídas com financiamento do PRR venham a ser concluídas”, assegurou o governante, numa conferência de imprensa após uma reunião com associações empresariais, com os presidentes das Comunidades Intermunicipais das regiões afetadas pela calamidade, entre outras entidades, para avaliar a situação dos apoios financeiros do Estado, em Pombal, no distrito de Leiria.Segundo o ministro, o dinheiro vai ser afetado a outros investimentos que vão ser feitos “e as obras serão financiadas de outra forma”.Manuel Castro de Almeida reafirmou que Portugal tem conversado com a Comissão Europeia “no sentido de acertar o melhor procedimento para garantir que as obras não vão parar, mesmo que haja uma diminuição do apoio da parte do PRR”.“Esse é um trabalho que ficará concluído na próxima semana”, quando será apresentada a proposta portuguesa a Bruxelas.A Comissão Europeia está a identificar com as autoridades portuguesas os projetos do PRR que não poderão ser executados até 31 de agosto devido às tempestades, para realocar o seu financiamento para outros fins, incluindo em esforços de reparação.“A Comissão está a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades portuguesas para identificar projetos que já não podem ser concluídos até ao prazo de 31 de agosto de 2026 e realocar o financiamento desses projetos para outros, incluindo em esforços de reparação e recuperação”, indicou um porta-voz da Comissão Europeia numa resposta por escrito à agência Lusa.Segundo esse porta-voz, “com base nesse diálogo, Portugal irá submeter o seu Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) revisto”, que será depois avaliado.A resposta da Comissão Europeia surge depois de, na quinta-feira à noite, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter dito que o executivo comunitário lhe tinha dado a garantia de que Portugal “não vai perder nem devolver” nenhuma verba do PRR por projetos que não foram executados devido às tempestades, afirmando que será encontrada “uma solução engenhosa”.Na resposta à Lusa, o porta-voz da Comissão Europeia reiterou “plena solidariedade com Portugal na sequência das tempestades recentes extremas, que provocaram vítimas, danos significativos em várias regiões e impacto económico em todo o país”.“São circunstâncias excecionais e os nossos pensamentos estão com todas as vítimas”, afirmou..Montenegro diz ter garantia de Bruxelas de que Portugal não vai perder dinheiro do PRR