Transporte aéreo bate novo recorde enquanto que metro e barcos perderam 1,7 milhões de passageiros
Carlos Vidigal/ Global Imagens

Transporte aéreo bate novo recorde enquanto que metro e barcos perderam 1,7 milhões de passageiros

No primeiro trimestre do ano, o número de passageiros movimentos nos aeroportos nacionais atingiu um novo máximo histórico. Por outro lado, o metro e o transporte fluvial viram o número de passageiros cair.
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É nos aeroportos nacionais que o número de passageiros mais cresce em comparação com os restantes meios de transporte do país. O movimento de passageiros nestas infraestruturas voltou a atingir um novo recorde no primeiro trimestre do ano, com 14,5 milhões de passageiros movimentados, o que representa um crescimento de 4% face ao período homólogo. Os dados do Instituto Nacional de estatística (INE) referentes à atividade do transporte, divulgados esta segunda-feira, 8, confirmam, desta forma, a informação já avançada pelo boletim das Estatísticas Rápidas sobre o transporte aéreo publicado em maio.

A Portela foi responsável por mais de metade do movimento de passageiros no país (54,2%), num total de 7,9 milhões (+3,1%). A Norte, o aeroporto do Porto continua a ser o que apresenta um maior crescimento, movimentando 1,3 milhões de passageiros neste período (+8,3%). Já em Faro, foram movimentados 1,3 milhões de passageiros (+2,4%) enquanto que a infraestrutura aeroportuária do Funchal apresentou um movimento de 1,2 milhões de passageiros (+3,6%).

Olhando para os restantes transportes de passageiros, o comboio foi, a par do transporte aéreo, o único a apresentar um salto positivo, com um ligeiro crescimento de 0,8%. Entre janeiro e março, o transporte ferroviário movimentou 57,6 milhões de passageiros. O tráfego suburbano concentrou 83,3% do total de passageiros transportados, tendo movimentado 48 milhões de passageiros, e o tráfego interurbano totalizou 9,6 milhões de passageiros (+ 6,9%) . "O tráfego internacional manteve a tendência de redução observada nos últimos trimestres, totalizando 14,2 mil passageiros, menos 15,8% do que no período homólogo", detalha o gabinete de estatística.

Do lado oposto, o metro perdeu 1,6 milhões de passageiros mantendo a trajetória de recuo do trimestre anterior. Nos primeiros três meses do ano, o transporte por metropolitano movimentou menos 69,3 milhões de passageiros, o que representa uma diminuição homóloga de 2,2%.

Numa análise mais fina, o Metro de Lisboa foi o que registou uma maior quebra de utilização (-4%), tendo transportado 41,5 milhões de passageiros. Também no Metro do Sul do Tejo se verificou um decréscimo de 0,6% para 4,9 milhões de passageiros. Em sentido contrário, o Metro do Porto viu o número de passageiros avançar 0,8% para os 22,8 milhões.

Olhando para o transporte fluvial, o cenário é igualmente de queda, com um movimento de 5,1 milhões de passageiros, ou seja, menos 164 289 (-3,1%), em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

"No rio Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, correspondendo a uma diminuição de 3% face ao mesmo período de 2025. A ligação Terreiro do Paço – Barreiro transportou 2,7 milhões de passageiros, correspondendo a um decréscimo de 2,8%", adianta o INE.

Transporte de mercadorias cai em todas as modalidades

Já no capítulo do transporte de mercadorias, registaram-se diminuições em todos os modos de transporte. O transporte rodoviário registou a redução mais acentuada (-12,7%), fixando-se em 24,4 milhões de toneladas. "Esta redução foi sobretudo determinada pelo comportamento do transporte internacional, que registou um decréscimo de 28%, fixando-se em 3,7 milhões de toneladas. O transporte nacional diminuiu 9,3% totalizando 20,8 milhões de toneladas e representando 85% do total transportado", justifica o gabinete de estatística.

No transporte marítimo de mercadorias, a quebra homóloga foi de 6,5%, com os portos marítimos nacionais a movimentarem 18,2 milhões de toneladas.

O movimento de carga e correio no transporte aéreo totalizou cerca de 60 mil toneladas (-0,3%).

Por outro lado, o transporte por oleoduto aumentou 5% face ao período homólogo, enquanto que no transporte de gás por gasoduto verificaram-se acréscimos mais acentuados, tanto na entrada (+11%) como na saída (+11,7%).

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