O preço dos quartos para arrendamento em casas partilhadas subiu 8% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período de 2025, segundo uma análise divulgada esta segunda-feira, 13 de abril, pelo marketplace imobiliário idealista. Em comparação com o trimestre anterior verificou‑se, contudo, uma ligeira descida de 1%.Doze dos 19 municípios analisados registaram aumentos anuais significativos, com Bragança a liderar (+13%), seguida do Funchal e da Guarda (+11% cada), Lisboa (+10%) e Castelo Branco (+9%). Também Porto (+7%), Santarém (+8%) e cidades do interior como Vila Real (+6%) e Viseu (+4%) apresentaram subidas. Em Aveiro (-9%) e Évora (-3%) os preços caíram, enquanto Faro, Leiria, Portalegre e Viana do Castelo se mantiveram estáveis.Lisboa continua a ter os quartos mais caros, com uma mediana de cerca de 550 euros mensais, seguida pelo Funchal (500 euros) e Porto (450 euros). Nas zonas mais acessíveis situam‑se a Guarda (210 euros) e Bragança (225 euros). Várias cidades do interior e do litoral apresentam valores médios entre 250 e 360 euros.Nos três primeiros meses do ano, os preços mostraram maior estabilidade, uma vez que oito municípios mantiveram valores praticamente inalterados. Já Setúbal registou a maior valorização trimestral (+10%), e registaram-se subidas significativas também no Funchal e em Portalegre (+5% cada). Em contraste, Vila Real (-5%) e Leiria (-4%) registaram as maiores quedas mensais.O estudo aponta que o arrendamento de quartos deixou de ser uma solução exclusiva de estudantes e é cada vez mais procurado por jovens no início da carreira e por pessoas com dificuldades em suportar sozinho o custo de uma habitação. Este padrão contribui para a procura sustentada em centros urbanos e locais com oferta limitada de habitação acessível..Rendas mantêm-se em alta apesar de aumento “muito significativo” da oferta