O ministro da Agricultura e Mar enviou na quinta-feira uma carta ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou esta sexta-feira, 6, o ministério em comunicado.O pedido de José Manuel Fernandes ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.A este valor acrescem ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.Este mecanismo europeu permite uma resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a união de 450 milhões de euros.Desta forma, José Manuel Fernandes, alertou para o facto da situação ainda não estar estabilizada, uma vez que as previsões meteorológicas, para os próximos dias, indicam a continuação de condições adversas, o que pode vir a agravar os danos já registados e dificultar os esforços de recuperação.Os prejuízos sofridos pelos produtores e a consequente perda de rendimentos dos agricultores afetados em Portugal, colocam em risco a viabilidade económica nas regiões mais afetadas, relembrou ainda o ministério.O pedido, agora feito, está previsto no artigo 16.º do regulamento da União Europeia (EU) nº 2021/2116, como medida essencial de apoio aos produtores afetados, surgindo na sequência de contactados já efetuados com os serviços da comissão europeia.Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro. .PRR em risco. Governo negoceia com Bruxelas "modelo" para segurar projetos em xeque devido ao mau tempo