O Governo submeteu a Bruxelas um pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE) para prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros devido ao mau tempo, anunciou esta terça-feira (14) o Ministério da Economia e da Coesão Territorial.Portugal foi atingido por um comboio de tempestades entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro, que afetou, sobretudo, a região Centro.“O Governo submeteu ontem [segunda-feira], junto da Comissão Europeia, o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) para prejuízos totais superiores a 5.300 milhões de euros causados pelo comboio de tempestades”, divulgou, em comunicado, o ministério liderado por Castro Almeida.No pedido, formulado ao abrigo da categoria de "grande desastre", o executivo assinalou que Portugal foi assolado por sete tempestades, com ventos que ultrapassaram os 130 quilómetros por hora, a que se somou um recorde de precipitação, bem como cheias, derrocadas e agitação marítima."Portugal foi afetado pelos excecionais fenómenos meteorológicos, caracterizados por eventos de múltiplos riscos e uma cascata de impactos. Estes eventos ilustram os crescentes desafios das alterações climáticas", sublinhou o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, no pedido endereçado à Comissão EuropeiaA candidatura ao apoio financeiro do Fundo de Solidariedade da UE destina-se a "ajudar ao financiamento da reconstrução das infraestruturas públicas nacionais e regionais afetadas, tal como a intervenções de emergência, nomeadamente junto das populações e infraestruturas diversas", refere o comunicado."Portugal foi um espelho do impacto das alterações climáticas. É necessário preparar os territórios e as infraestruturas para a ocorrências destes eventos. A par da reconstrução, estamos a trabalhar para tornar Portugal mais resiliente", garante o Ministro Castro Almeida.No comunicado, o Governo lembra que o Fundo de Solidariedade foi criado "para apoiar Estados-Membros afetados por catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública e funciona como um mecanismo de solidariedade interinstitucional, para recuperação de infraestruturas e apoio às populações". .Prejuízos no setor agrícola já rondam 500 milhões, mas apoios continuam por chegar