Inflação piora na energia, alivia na comida, mas geral nacional mantém-se
Foto: RUNGROJ YONGRIT / EPA

Inflação piora na energia, alivia na comida, mas geral nacional mantém-se

Taxa de inflação portuguesa estabiliza em maio, nos 3,3%, revela o INE. Agravamento piorou no custo dos combustíveis e outras energias. Comida continua a encarecer, mas alivia um pouco face a abril.
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O agravamento dos preços no consumidor (taxa de inflação geral nacional) manteve-se estável em maio, registando uma subida de 3,3% em maio face a igual mês de 2025 (o mesmo valor de abril), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta sexta-feira., na sua estimativa rápida para o indicador.

Quando se olha em mais de detalhe, o INE deixa evidente que os preços dos combustíveis e de outros formas de energia continuaram em forte ascensão. Em abril, subiram 12% em termos homólogos, em maio, reforçaram a tendência, tendo aumentado mais de 13%.

Já os alimentos frescos e não processados (os chamados "produtos alimentares não transformados") registaram um agravamento de preço na ordem de 5,7% em maio, um pouco abaixo dos 7,4% de abril, também segundo o instituto.

Segundo o INE, "tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) ter-se-á mantido em 3,3% em maio de 2026".

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos), que costuma ser usado para ver se a inflação alta está a contaminar o resto da economia, "também registou uma taxa de variação homóloga idêntica à do mês anterior, de 2,2%".

"A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 13,2% (11,7% em abril) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou para 5,7% (7,5% no mês anterior)", confirma o INE.

"Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,3% (1,4% em abril e 0,3% em maio de 2025)."

A variação média dos preços nos últimos doze meses acelerou de 2,4% em abril para 2,5% em maio.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, o indicador que permite comparar com os outros países da União Europeia, "terá registado uma variação homóloga de 3,1% (3,3% no mês precedente)".

Abranda, mas ainda assim continua muito acima dos desejados 2%, que é tido como sendo o ponto de equilíbrio para a Zona Euro.

"Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de maio serão publicados no próximo dia 12 de junho", diz o instituto.

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