Pedro Sánchez, líder do governo em funções
Pedro Sánchez, líder do governo em funçõesFoto: Oliver Hoslet / EPA

Desemprego em Espanha sobe para 10,18% e falha meta temporária do governo

O resultado trimestral coloca sob pressão o objetivo do governo espanhol, que prevê fechar o ano de 2026 com uma taxa de desemprego controlada abaixo da fasquia dos 10%.
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O desemprego em Espanha registou uma subida no terceiro trimestre, fixando-se nos 10,18%, após ter fechado o trimestre anterior nos 9,87%, de acordo com os dados apresentados esta terça-feira (27 de outubro) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Este acréscimo ocorreu em paralelo com a expansão da população ativa, que acolheu mais 169.500 indivíduos e atingiu o máximo histórico de 25.443.800 pessoas entre julho e setembro.

Em termos absolutos, a economia espanhola conseguiu criar postos de trabalho, elevando o volume de população empregada em 73.600 pessoas — um recorde que supera os 22,85 milhões de trabalhadores. Contudo, o mercado de trabalho não absorveu a totalidade da nova mão de obra disponível, o que resultou num aumento paralelo de 95.900 indivíduos na situação de desemprego.

Os indicadores do INE espanhol refletem claramente os efeitos do programa extraordinário de regularização de migrantes em desenvolvimento no país, traduzindo-se na integração de mais 75.400 cidadãos estrangeiros no mercado de trabalho durante o terceiro trimestre.

Atualmente, o mercado de trabalho em Espanha regista, a par do finlandês, a taxa de desemprego mais elevada no espaço da União Europeia.

No plano macroeconómico, o executivo espanhol antecipa uma expansão de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para o conjunto do ano, em linha com as projeções avançadas no final de junho. A par disso, a meta do governo em funções, liderado por Pedro Sánchez, até 29 de novembro, data para a qual foram marcadas eleições antecipadas, passa por estabilizar o desemprego abaixo da barreira dos 10% de forma duradoura ainda no decorrer deste ano.

As projeções apontam para que o desemprego recue para os 9,9% no fecho deste ano, mantendo uma trajetória de descida contínua até atingir os 8,5% em 2029.

Segundo a perspetiva do governo, o desempenho económico do país continuará a ser sustentado pela procura interna ao longo deste e dos próximos anos, impulsionado tanto pelo investimento como pelo consumo das famílias.

No ano transato (2025), o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol registou uma expansão de 2,8%, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo INE.

Este ritmo de crescimento superou significativamente a média comunitária registada em 2025, período no qual a economia da zona euro avançou 1,5% e a do conjunto da União Europeia progrediu 1,6%, segundo os indicadores do Eurostat.

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