Compra de participação na REN: Finanças esclarecem que assessoria custou 100 mil euros
O Ministério das Finanças esclareceu este sábado, 19 de setembro, em comunicado, que os serviços de assessoria jurídica e financeira à compra de 13,7% do capital da REN custaram, no total, 100 mil euros. A reação surge depois de o Correio da Manhã ter noticiado que o documento enviado pelo Governo ao Tribunal de Contas admitia a possibilidade de pagamento de comissões associadas à operação.
Em comunicado, o Ministério classifica a manchete do jornal como "falsa e caluniosa" e identifica as entidades contratadas para acompanhar o negócio: o Caixa Banco de Investimento, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, e o escritório de advogados Sérvulo e Associados.
A Parpública, empresa que gere as participações do Estado, adquiriu a posição na REN à Pontegadea, sociedade de investimento de Amancio Ortega. Segundo as Finanças, o Governo optou por negociar com aquele acionista depois de concluir que o volume diário de transações das ações da REN em bolsa inviabilizava a aquisição pretendida através do mercado.
O Ministério explica ainda que a diferença entre o financiamento disponibilizado à Parpública, de cerca de 393 milhões de euros, e os 389,8 milhões efetivamente pagos resulta da previsão de um montante máximo para a operação.
O valor não utilizado, de cerca de quatro milhões de euros, permanece na Parpública, acrescenta. As Finanças asseguram, por fim, que a aquisição da participação na REN não tem impacto no saldo orçamental nem na dívida pública.

