Argentina regista crescimento de mais de 6.000% em excedente energético em julho
A Argentina alcançou em julho passado um excedente na sua balança energética de 722 milhões de dólares (665 milhões de euros), um crescimento homólogo de mais de 6.000%, graças a um forte crescimento das exportações de petróleo.
Segundo informou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos do país sul-americano, o saldo positivo cresceu 6.035% em relação a julho de 2025.
No sétimo mês deste ano, as exportações aumentaram 100% em termos homólogos, principalmente devido ao crescimento das vendas de petróleo, que totalizaram 1.020 milhões de dólares (940 milhões de euros), o que representa mais 144,4% do que em julho de 2025.
Por sua vez, as importações caíram 8,6% em termos homólogos, para um total de 587 milhões de dólares (541 milhões de euros) em julho passado.
No sétimo mês do ano, a principal importação da Argentina foi a de gás natural liquefeito, no valor de 264 milhões de dólares (243 milhões de euros), mais 24,6% do que em julho de 2025.
De acordo com o relatório oficial, nos primeiros sete meses do ano a balança energética da Argentina acumulou um excedente de 5,8 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros), com uma alta homóloga de 84,3%.
A Argentina recuperou em 2024 o excedente na sua balança energética, que desde 2011 apresentava saldos negativos, com exceção de 2020, um ano anómalo devido aos efeitos da pandemia.
Em 2025, a Argentina alcançou um saldo positivo na sua balança energética de 6.663 milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros).
A chave da mudança de tendência tem sido a crescente atividade na gigantesca formação de hidrocarbonetos não convencionais de Vaca Muerta, no sudoeste do país, a segunda maior reserva mundial de gás não convencional e a quarta de petróleo deste tipo.
A colossal formação, que começou a ser explorada pela petrolífera argentina YPF em 2013, recebeu desde então investimentos de cerca de 52 mil milhões de dólares (47,9 mil milhões de euros) para o seu desenvolvimento.
Treze anos depois, a produção é recorde, o que permitiu à Argentina não só reduzir substancialmente a sua necessidade de importação de gás no inverno austral, mas também contar com crescentes saldos exportáveis de hidrocarbonetos e aumentar o excedente na sua balança energética.

