É sem surpresas que o Aeroporto Humberto Delgado volta a posicionar-se como um dos piores do mundo no AirHelp Score 2026. O ranking anual, que escrutinou nesta edição 279 aeroportos a nível global, colocou a Portela na 274ª posição, ou seja, a sexta pior classificação da tabela. A análise da empresa que atua nos direitos dos passageiros avalia critérios como a excelência do serviço, a pontualidade, o processamento de reclamações e a qualidade das instalações de restauração e de lojas do aeroporto. A Portela reuniu uma classificação final de 6,59 pontos, o que representa uma ligeira melhoria face aos 6,53 pontos atribuídos em 2025.Numa comparação homóloga, a pontualidade subiu para 6,30 pontos e a experiência para 7,30 pontos (6,10 e 7,20 pontos em 2025, respetivamente). Já a avaliação referente às instalações e conforto recuou para os 6,80 pontos (7,20 no ranking anterior).A infraestrutura aeroportuária da capital permanece, desta forma, na cauda da tabela sendo considerada a pior de Portugal e uma das piores do mundo. No ano passado, o Humberto Delgado surgiu em 244º lugar num total de 250 aeroportos analisados. A AirHelp destaca que "o elevado volume de tráfego (cerca de 225 mil voos anuais) continua a pressionar o desempenho operacional".Já o aeroporto de Faro renova o título de melhor aeroporto português, assumindo a 125ª posição no AirHelp Score com uma classificação de 7,61 pontos, com uma avaliação de 7,90 pontos na pontualidade, 7,60 pontos na experiência do passageiro e de 6,90 pontos nas instalações e conforto."Apesar de uma ligeira descida face à posição 118 em 2025, Faro mantém-se consistentemente no topo nacional, beneficiando do seu menor volume de tráfego que contribui para melhores índices de pontualidade", justifica a AirHelp.Na apreciação nacional, o aeroporto do Porto surge em segundo lugar, ocupando o 192º lugar a nível mundial. O Francisco Sá Carneiro obteve uma avaliação de 7,41 pontos. "Face a 2025, o Porto sobe da posição 205, registando uma melhoria assinalável, sobretudo na pontuação de experiência do passageiro (8,20). Esta evolução positiva contrasta com a queda verificada no ano anterior e posiciona o Porto como um aeroporto em recuperação e com desempenho crescente", acrescenta a empresa.Já o Aeroporto da Madeira, que surge na posição 262, desce para terceiro lugar, com uma pontuação de 6,96, o que representa uma queda de 61 posições face a 2025. A descida reflete uma menor pontuação em instalações e conforto (5,70) "que pode indicar uma perceção menos positiva dos passageiros sobre as comodidades oferecidas por este espaço".Numa leitura global, o AirHelp Score é liderado pelo Aeroporto de Tocumen, na Cidade do Panamá, que se estreia no primeiro lugar com uma pontuação de 8,48. O aeroporto de Fortaleza, no Brasil, ocupa o segundo lugar, com 8,42 pontos e o aeroporto do Cabo, na África do Sul, encerra o top 3 com 8,36 pontos.Na lista das 10 primeiras posições, há cinco aeroportos brasileiros (Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro Santos Dumont, Belém e Rio de Janeiro Galeão), o que reflete "um desempenho operacional menos afetado pelas perturbações globais de aviação"."Nesta edição de 2026, e a nível mundial, o destaque vai para o Brasil. Com cinco aeroportos no top 10, o Brasil confirma-se como a região com melhor desempenho aeroportuário do mundo em 2026, beneficiando de menor exposição às perturbações globais de aviação", refere a AirHelp.Já o Médio Oriente perdeu posições, "tendo o desempenho de pontualidade na região caído face ao ano anterior, reflexo das perturbações no tráfego aéreo verificadas em 2025-2026".Das conclusões da avaliação, a AirHelp salienta ainda que os aeroportos dos Estados Unidos perderam terreno, verificando-se uma descida generalizada dos aeroportos norte-americanos, "possivelmente influenciada pelas perturbações operacionais e pelos reflexos dos acontecimentos políticos na satisfação dos passageiros". Por outro lado, a Europa registou ligeira melhoria: 13 aeroportos europeus figuram no top 50, um aumento face a 2025, com destaque para aeroportos escandinavos..Transporte aéreo bate novo recorde enquanto que metro e barcos perderam 1,7 milhões de passageiros