Vinte e três voos cancelados devido a greve dos controladores franceses

Várias companhias aéreas foram obrigadas a cancelar esta terça-feira os voos de ligação entre Portugal e França e Portugal e Reino Unido

Vinte e três voos com destino e partidas dos aeroportos franceses foram hoje cancelados devido à greve dos controladores aéreos em França, segundo informação disponível na página da ANA - Aeroportos de Portugal na Internet.

De acordo com a ANA, foram cancelados cinco voos da Ryanair, Easyjet Airlines e Vueling com partida do aeroporto de Lisboa e destino a Paris, Lyon, Marselha e Londres.

Também estão cancelados quatro voos da Easyjet e Vueling a partir de Lyon, Paris e Londres com destino a Lisboa.

Já no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, estão cancelados seis voos da Ryaniar com partida dali e destino a Poitires, Lorient, Dole, Bordéus, La Rochelle e Marselha, em França.

Estão também cancelados outros seis voos da Ryanair provientes de Lorient, Poitiers, Bordéus, Dole, la Rochelle e Marselha com destino ao Porto.

No aeroporto de Faro estão cancelados dois voos de e para Paris-Beauvais.

A Ryanair anunciou na segunda-feira que foi "forçada" a cancelar 166 voos que deveriam realizar-se a partir de França e para aquele país, devido à greve dos controladores aéreos franceses.

Em comunicado, a companhia aérea lamenta o sucedido e indica que "30 mil clientes Ryanair terão os seus voos cancelados e mais de 100 mil clientes irão experienciar severos atrasos dos seus voos, consequência desta greve, a 12.ª em 13 semanas".

Entretanto, e de acordo com a mesma nota, a companhia aérea 'low cost' (baixo custo) apelou à Comissão Europeia para que sejam tomadas "medidas imediatas que evitem que milhares de cidadãos europeus tenham os seus voos cancelados ou atrasados devido às greves contínuas de pequenos sindicatos de Controladores de Tráfego Aéreo (CTA)".

Os sindicatos dos controladores aéreos franceses convocaram para a hoje a 12.ª greve em 13 semanas.

A Usac-CGT, principal sindicato da aviação civil, refere que esta greve reclama a retirada total da reforma laboral, contestada desde meados de fevereiro.

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