Turismo à espera de verão em português

Hotéis começam a abrir a tempo da época balnear e com atividade virada para dentro.

Com a chegada de junho e da época balnear, o turismo dá o pontapé de saída na abertura das unidades hoteleiras. Será um arranque a meio gás, na expectativa de que o verão - com algumas campanhas - dê o balanço necessário para que o outono conte já com os mercados externos. Mas dois pontos parecem claros: a evolução da atividade vai andar de mão dada com o controlo da pandemia e o medo é o principal obstáculo.

O clima neste verão até pode ser muito semelhante ao dos anos anteriores, mas as semelhanças ficam-se por aí. Em junho, julho e agosto de 2019, as unidades de alojamento turístico contaram com 5,4 milhões de hóspedes não residentes (dos mais de 16 milhões que aqui passaram no total do ano).

Já neste ano, se em março a quebra na atividade foi forte, abril foi um mês de paralisação quase total e maio não deverá ser diferente. A maioria dos grupos hoteleiros em Portugal está a preparar a reabertura no início de junho, mas pelos corredores dos estabelecimentos, o português deverá ser a principal língua que se vai ouvir. As companhias aéreas começam gradualmente a realizar voos - mas longe dos níveis do ano passado. Pelo caminho, a Europa, principal mercado emissor, está a reabrir a diferentes velocidades.

Há, porém, sinais de esperança entre os hoteleiros. O grupo Vila Galé, segundo maior do país, reabre nos próximos dias várias unidades e lançou já uma campanha de verão com descontos para estadas prolongadas, ofertas para quem faça refeições no hotel e alargamento de benesses para crianças até aos 14 anos. Ideias que pretendem salvar o possível neste verão - estando o grupo já a trabalhar reservas para o próximo ano, entre eventos adiados e contactos de operadores.

Também o grupo Pestana vai "tratar bem" os clientes habituais. "O nosso objetivo não é baixar o preço mas há clientes nossos que viram as férias canceladas. O Pestana propôs vouchers ou devolução dos montantes e agora vamos ter campanhas especiais para estes clientes", explica o CEO.

Depois de anos de crescimento no turismo, um dos motores mais vigorosos da economia está assim em risco, mas a fazer os possíveis por recuperar algum negócio. E para isso contará a confiança acrescida, atestada pelo selo Clean&Safe, do Turismo de Portugal. Recuperação a sério, não se prevê que aconteça antes do próximo ano.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG