Costa diz que CGD pode não obrigar a Orçamento retificativo

António Costa sublinha que se houver um orçamento retificativo será exclusivamente devido à recapitalização da Caixa. Mas que não é certo que seja preciso

O primeiro-ministro afirmou hoje que não é certo que tenha de haver este ano um Orçamento retificativo devido à capitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas, caso haja, disse contar que seja aprovado no parlamento.

"Não vejo que haja problemas. Mas se houver um retificativo, como é sabido, é exclusivamente devido à capitalização da CGD. Mas nem é seguro que seja este ano que tenha de haver", declarou António Costa aos jornalistas, no final de uma receção à Delegação Paralímpica de Portugal, no antigo Museu dos Coches, em Lisboa.

Questionado se conta com PCP e Bloco de Esquerda para a aprovação de um eventual Orçamento retificativo, o primeiro-ministro respondeu: "Se tiver de haver, conto que seja aprovado na Assembleia da República".

Na semana passada, o ministro das Finanças, Mário Centeno, avançara que a injeção de capital do Estado na Caixa Geral de Depósitos iria não só afetar o nível da dívida pública, mas também obrigar a um Orçamento Retificativo.

O primeiro-ministro comparou, por outro lado, a gestão orçamental do seu Governo com a da anterior governação PSD/CDS-PP: "Há uma coisa que podemos ter certa, será a primeira vez que não haverá nenhum retificativo em muitos anos por incumprimento ou por uma deficiente gestão orçamental".

"Se tiver de haver retificativo será exclusivamente para podermos cumprir esta garantia que demos aos portugueses de que continuarão a contar com a sua CGD como o grande pilar de estabilidade do nosso sistema financeiro e com um capital 100% público", reiterou.

Instado a deixar uma mensagem à nova administração do banco público, António Costa desejou-lhes "bom trabalho e que retribuam devidamente o investimento que o acionista, que são todos os contribuintes portugueses, fazem na CGD".

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