Medina promete: vai mudar muito na vida da empresa e dos lisboetas

A Câmara de Lisboa assume hoje a gestão da Carris

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, defendeu hoje que o funcionamento da rodoviária Carris, a partir de hoje na alçada do município, "vai mudar muito", o que vai ter reflexo na vida dos lisboetas.

"Vai mudar muito na vida da Carris e vai mudar muito na vida dos lisboetas. Nós vamos fazer um forte investimento na Carris, em [...] mais autocarros, mais motoristas, mais rede", e com "passes mais baratos a partir de hoje", disse Fernando Medina, que falava aos jornalistas nos Paços do Concelho, no final de uma viagem inaugural da nova gestão, feita de elétrico.

A Câmara de Lisboa assume hoje a gestão da rodoviária - 41 anos depois de a ter 'perdido' para o Estado -, num processo que gerou alguma polémica, após o PCP ter pedido a sua apreciação parlamentar.

O primeiro-ministro, António Costa, António Costa, sublinhou que, no que respeita às dúvidas dos comunistas nesta matéria, estas não colocam em causa a operação. "O PCP já ontem [terça-feira] esclareceu que a iniciativa que tem [apreciação parlamentar] não coloca em causa esta transferência da propriedade nem a vigência do decreto de lei. Porventura, deseja ter algum aperfeiçoamento mas não põe em causa esta transferência, e isso é o essencial e a transferência está hoje consumada, está feita. Boas notícias, vamos a isto", declarou o chefe do Governo.

Para o primeiro-ministro, "a valorização da Carris é fundamental para a promoção do novo paradigma de circulação nos meios urbanos", menos dependente do transporte individual e mais do transporte público.

É, portanto, "fundamental" que quem governe as cidades "gira a rede de transportes", o que trará, advogou Costa, "maior qualidade" de serviço.

"Esta era uma das opções fundamentais do Programa de Governo, na prioridade que deu à descentralização", prosseguiu o governante.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.