Construtores colocam agora carros a simular poluição... em excesso

Bruxelas detetou novos truques dos fabricantes automóveis para manipular as emissões de CO2 em sentido contrário aos do caso Dieselgate, na Alemanha.

A Comissão Europeia descobriu que há construtores automóveis a manipular agora os resultados das emissões de gases por excesso, com o objetivo de tornar menos exigentes as reduções já aprovadas para as próximas décadas.

A informação, noticiada esta quarta-feira pelo Financial Times (FT) e pela Reuters, cita um estudo da Comissão Europeia que revela existirem novas formas de ludibriar os mecanismos de controlo das emissões efetivas de gases dos automóveis - mas sem identificar quais os construtores envolvidos.

Este novo caso surge na sequência do chamado Dieselgate (2015), em que várias marcas do grupo alemão Wolkswagen instalaram dispositivos para simular valores de poluição inferiores aos níveis efetivos das emissões em estrada.

Os novos artifícios postos em prática pelos fabricantes nos testes - desligar a função start-stop, baterias quase sem carga, conduzir com mudanças abaixo do indicado - exigem maiores consumos de combustível, inflacionando assim os valores das emissões dos carros para as novas metas (a vigorar a partir de 2020) serem menos exigentes e atingidas mais facilmente.

Serão os valores de poluição que os carros terão de cumprir em 2020 a definir as reduções posteriores já previstas: menos 15% até 2025 e menos 30% em 2030.

"Não gostamos de truques", afirmou ao FT o comissário europeu para as questões climáticas, Miguel Arias Cañete, pelo que "vamos fazer tudo o que for necessário" para que haja coincidência entre os resultados dos testes e os níveis reais das emissões poluentes dos carros.

Segundo os resultados do estudo do Centro de Investigação Conjunta (JRC, sigla em inglês) da Comissão Europeia, houve casos em que os resultados das emissões obtidas em teste foram superiores em 13% aos valores registados em estrada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

As vidas atrás dos espelhos

Mais do que qualquer apetite científico ou do que qualquer desejo de mergulho académico, o prazer dos documentários biográficos vai-me servindo sobretudo para aconchegar a curiosidade e a vontade de descobrir novos pormenores sobre os visados, até para poder ligar pontas que, antes dessas abordagens, pareciam soltas e desligadas. No domínio das artes, essas motivações crescem exponencialmente, até por permitirem descobrir, nas vidas, circunstâncias e contextos que ganham reflexo nas obras. Como estas coisas valem mais quando vão aparecendo naturalmente, acontecem-me por revoadas. A presente pôs-me a ver três poderosos documentos sobre gente do cinema, em que nem sempre o "valor facial" retrata o real.

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.