Empresa impugna anulação da subconcessão do Metro de Lisboa e da Carris

Grupo mexicano ADO venceu a concessão dos transportes de Lisboa através da espanhola Avanza

O grupo mexicano ADO, que venceu a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris através da participada espanhola Avanza, anunciou hoje que avançou com a impugnação da anulação dos contratos assinados com o Governo português.

"A ADO Avanza atuou, em todos os momentos, de boa-fé e em conformidade com a lei e não deixará de adotar todas as medidas necessárias para defender os seus direitos, recorrendo, se necessário, a instâncias internacionais para que seja compensada pelos graves prejuízos causados", lê-se num comunicado hoje divulgado.

No documento, o presidente da ADO Avanza, Luís Fernando Lozano, afirmou que "esta impugnação constitui um primeiro passo na defesa dos seus direitos perante aquilo que consideram uma arbitrariedade e um grave incumprimento da lei".

"A nossa empresa atuou, em todo o momento, com respeito institucional e realizou importantes esforços humanos, económicos e técnicos. Neste contexto, preocupa-nos a insegurança jurídica do investimento estrangeiro e as consequências que possa ter nas relações bilaterais entre México e Portugal", frisou.

Segundo a ADO, a reversão destas subconcessões implica, para Portugal, a perda de mais de 200 milhões de euros.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério do Ambiente, que tutela os transportes, disse "não ter nada a dizer sobre o assunto".

A subconcessão das empresas públicas de transporte foi lançada pelo Governo de Passos Coelho (PSD/CDS-PP), que tinha atribuído à espanhola Avanza a exploração da Carris e do Metro de Lisboa, à britânica National Express, que detém a espanhola Alsa, a STCP, e à francesa Transdev o Metro do Porto.

No entanto, nove dias depois de ter entrado em funções, o executivo de António Costa (PS) suspendeu "com efeitos imediatos" o processo.

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