21 entidades recebem 100 mil euros para projetos de apoio às comunidades ciganas

As verbas são atribuídas através do FAPE 2016 - Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC) e os respetivos protocolos são assinados hoje

Vinte e uma entidades vão receber perto de 5 mil euros cada, totalizando 100 mil euros, para projetos de apoio às comunidades ciganas, em áreas como a igualdade de género, a gastronomia ou o apoio às crianças e aos mais velhos.

As verbas são atribuídas através do FAPE 2016 -- Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC) e os respetivos protocolos são assinados hoje, com a presença da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino.

Cinquenta e dois projetos concorreram, mas, numa primeira fase, só 20 foram aprovados para financiamento, enquanto nove não tiveram direito a dotação financeira, 11 não tiveram classificação mínima e 12 não foram aprovados.

Como a verba disponível não se esgotou com a atribuição de financiamento aos 20 projetos, o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), entidade que gere o FAPE, convidou mais uma entidade a reformular o seu projeto e a reafetar o seu orçamento.

Segundo informação oficial, cada projeto vai receber perto de 5 mil euros, no total de 100 mil euros, o que representa um aumento de 100% na dotação orçamental do FAPE entre 2015 e 2016.

Os projetos vencedores em 2016 abrangem o país de norte a sul, havendo os que pretendem (In)Formar para a Igualdade e para a Cidadania, como o ISMAI - Instituto Universitário da Maia, ou os que pretendem promover "Estórias de Vida, Gastronomia Cigana", como é o caso da Associação Para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas Mulheres Ciganas, da Figueira da Foz.

Há também projetos que visam promover bons hábitos de saúde entre os ciganos, como o da Associação Letras Nómadas ou os que pretendem "Capacitar e intervir com comunidades ciganas no Alentejo", como Associação para o Desenvolvimento Integrado - CIGA +, de Montemor-o-Novo.

As áreas de atuação são diversificadas e há também projetos para a integração da etnicidade cigana no espaço cultural português, como propõe a associação CooLabora CRL Fronteiras, da Covilhã, para promover a formação profissional, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres ou o trabalho com crianças e os idosos ciganos.

Em 2015, o ACM recebeu 53 candidaturas aos 50 mil euros disponíveis FAPE, provenientes de todo o território nacional, de entidades públicas e privadas, sem fins lucrativos, incluindo também algumas associações ciganas.

Da apreciação feita às várias candidaturas, o ACM elegeu dez projetos "de cariz experimental e inovador", que apoiou financeiramente.

O Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas tem por objetivo apoiar financeiramente projetos inovadores que promovam a integração destas comunidades.

Segundo o que está definido no regulamento, o FAPE vai apoiar projetos de "cariz experimental e inovador", com duração até nove meses e que concretizem as metas definidas na ENICC.

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