Paulo Fonseca: "O Governo português tomou as medidas certas para evitar chegar aos números de Itália"

Os jogadores da equipa da Roma do treinador português, estão sensibilizados com a situação atual do país e estão a cumprir todas as regras à risca.

"Existe uma preocupação generalizada por parte dos italianos em relação ao coronavírus, segundo Paulo Fonseca. Em declarações à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), o técnico da Roma admitiu que se têm vivido "semanas complicadas" em Itália, que é agora o país do mundo com maior número de vítimas mortais devido à covid-19 (quase 4000 mil até esta sexta-feira). "Estamos todos em casa. Neste momento, os italianos já se aperceberam que só desta forma é que se pode parar o vírus. Existe uma preocupação generalizada da parte dos italianos, estão sensibilizados com a situação atual e querem cumprir todas as regras para mudar o rumo deste surto que está a matar muita gente.", afirmou Paulo Fonseca.

O técnico, de 47 anos, revelou que as pessoas só podem sair de casa "para ir ao supermercado" e que "a polícia está constantemente nas ruas a controlar" os movimentos dos cidadãos, mas mostrou-se "esperançoso de que tudo vai melhorar" e que todos vão "conseguir vencer esta luta."

Neste período de confinamento a casa, o treinador tem "dedicado muito tempo à família" e não se coibiu de elogiar o "trabalho fantástico" que a Roma tem feito no acompanhamento dos jogadores, até porque "a paragem já vai longa" e o regresso à competição mantém-se incerto. "É difícil prever quando vão começar os treinos e os campeonatos. Temos tentado controlar as atividades físicas dos jogadores, facultamos-lhes alguns equipamentos, tentamos controlar a alimentação e o peso, e todos eles têm um programa para cumprir em casa. A Roma é um clube muito bem organizado a todos os níveis", acrescentou o treinador.

Paulo Fonseca tem acompanhado o desenrolar da situação em Portugal, onde já foi decretado o estado de emergência, considerando que "o Governo português tomou as medidas certas para evitar chegar aos números" de Itália, mas alertou que "as pessoas têm de se consciencializar que só estando em casa é que este problema pode resolver-se."

"Quero dizer aos portugueses que podem evitar que as coisas cheguem a este ponto. Depende de cada um de nós, basta que cumpram o que lhes é pedido. Ainda estamos no início e ainda temos forma de evitar o que está a acontecer em Itália. Podemos escolher o nosso destino", concluiu.

A pandemia do covid-19, já infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10400 morreram até hoje. Em Portugal, o número de mortos no país subiu para seis esta sexta-feira e mais de 1000 infetados.

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