Maioria dos atletas portugueses quer adiar Tóquio 2020

Num inquérito divulgado esta segunda-feira, 89% dos atletas portugueses que integram o projeto Tóquio 2020 quer o adiamento dos Jogos Olímpicos. Apenas 42% considera ter as condições mínimas para treinar.

A maioria dos atletas portugueses integrados no projeto do Comité Olímpico de Portugal (COP) para Tóquio2020 quer o adiamento dos Jogos face à pandemia de Covid-19, revela um questionário hoje divulgado pela Comissão de Atletas Olímpicos (CAO).

Segundo os resultados do inquérito, enviado aos 89 atletas do Projeto Tóquio2020, e ao qual responderam 74, 89% querem o adiamento dos Jogos, com cerca de dois terços do universo total a pretender que o evento passe para 2021.

Os resultados foram enviados à Comissão de Atletas do Comité Olímpico Internacional, pode ler-se num comunicado assinado pelo presidente da CAO, João Rodrigues.

"Por outro lado, 82% dos atletas consideram que, a manterem-se as datas atuais, os Jogos Olímpicos não seriam justos do ponto de vista desportivo", acrescenta a nota.

Neste momento, e com as medidas de contenção em vigor em Portugal e em vários outros países, "apenas 42% considera ter as condições mínimas para treinar, embora sem a exigência que a preparação olímpica obriga".

O comunicado da CAO surge no mesmo dia em que o COP pediu rapidez e firmeza ao Comité Olímpico Internacional na decisão de adiar o evento, marcado para de 24 de julho a 9 de agosto, uma medida apoiada também pelo Comité Paralímpico de Portugal.

Vários outros organismos internacionais se têm pronunciado sobre a mudança das datas previstas para a competição na capital japonesa, entre elas a Federação Internacional de Atletismo, a 'World Athletics', mas também os comités olímpicos de Brasil, Espanha, Estados Unidos, Noruega e Polónia, além da ausência já anunciada, em caso de se manter o plano inicial, de atletas do Canadá e Austrália.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Em Portugal, há 23 mortes e 2060 infeções confirmadas, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG