Treinadores portugueses na liga francesa. Uma aposta de sucesso?

Leonardo Jardim, Paulo Sousa e André Villas-Boas... para já são três os técnicos de origem nacional a treinar na Ligue 1 em 2019-20. Saiba quem foram e o que conquistaram os outros portugueses que trabalharam no principal escalão do futebol francês.

De Artur Jorge a André Villas-Boas, os clubes da Ligue 1 têm como tradição confiar no trabalho dos treinadores portugueses. Villas-Boas, o novo técnico do Marselha é o 10º a treinar no campeonato francês, depois de Artur Jorge, Toni, Paulo Duarte, Leonardo Jardim, Sérgio Conceição, Miguel Cardoso, Rui Almeida, João Sacramento e Paulo Sousa.

Tudo começou com Artur Jorge. O português assinou pelo Racing Paris na temporada 1987-88, depois de se sagrar campeão europeu ao serviço do FC Porto. Ficou época e meia no clube, sem conquistar títulos. Haveria de regressar a França, desta vez com mais sucesso, com duas passagens pelo Paris Saint-Germain. Primeiro de 1991 a 1994 e depois na temporada 1998-99, em que ficou apenas cinco meses. Levou a equipa à conquista da Taça de França em 1993 e do campeonato na época 1993-94, interrompendo uma série de cinco títulos seguidos do Marselha. Ainda hoje é recordado no clube como o mestre do segundo título da história do clube de Paris.

Um ano depois de Artur Jorge tomar de assalto Paris, o Bordéus resolveu apostar em Toni. O ex-jogador e treinador do Benfica orientou os girondinos de julho de 1994 a março de 1995. Fez 18 jogos e apenas conseguiu seis vitórias.

Seguiu-se Paulo Duarte no Le Mans. O técnico português chegou em 2009 e foi considerado como o melhor reforço que a direção apresentou nesse ano. Mas saiu com duas vitórias em 15 jogo para assumir a seleção do Burkina Faso.

Foi preciso esperar até 2014 por um novo técnico português na Ligue 1. Até que chegou um novo mago ao Principado. Leonardo Jardim pegou no Mónaco acabado de subir de divisão e transformou-o numa potência francesa e europeia. Foi campeão em 2016-17, interrompendo uma série dominadora do PSG e devolvendo ao clube um título que lhe fugia desde 2000. Promoveu jogadores da formação e foi o responsável pelo aparecimento de Mbappé. Saiu devido aos maus resultados no final de 2018, mas voltou passados três meses para tentar evitar a descida de divisão. Objetivo que foi alcançado.

Em 2016 o Nantes apostava na garra de Sérgio Conceição. Só ficou um ano e saiu a mal, quando forçou a saída para o FC Porto. Deixou boas memórias no clube e na liga francesa. Pegou na equipa no 19º e penúltimo lugar e não só evitou a descida como terminou o campeonato em 7.º lugar.

Para o lugar de Sérgio Conceição foi outro português - Miguel Cardoso. Só esteve no comando da equipa de junho a outubro da presente época. Apesar do bom trabalho desportivo inicial a forma de trabalhar e os constantes conflitos com jogadores ditaram a sua saída quatro meses depois.

Nessa altura já Rui Almeida, antigo adjunto de Jesualdo Ferreira, comandava o Bastia. O técnico português chegou em 2017 e só aguentou seis meses no cargo, de fevereiro a agosto. Atualmente está no Troyes, da II divisão. Também nesse ano João Sacramento assumiu o Lille por seis jogos depois da saída inesperada de Marcelo Bielsa do comando técnico. Ainda se mantém como adjunto.

Até que em março deste ano um clube francês apostava de novo num português. Paulo Sousa assumiu o Bordéus meses antes de Villas-Boas ser apresentado no Marselha. Este ano serão assim três os portugueses na Ligue 1... se Jardim se mantiver no Mónaco.

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