Rússia organizou o "melhor Mundial da história"

Satisfação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que agradeceu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, considerou esta sexta-feira que o Mundial 2018, que termina no domingo na Rússia, com uma final França-Croácia, como "o melhor Mundial da história".

"Há dois anos disse que este seria o melhor campeonato do mundo, e hoje posso garanti-lo. Foi o melhor Mundial e agradeço a todos os que estiveram envolvidos nele, aos adeptos e às 32 seleções", disse Infantino, em conferência de imprensa.

O dirigente, presente aos jornalistas no estádio Luzniki, palco da final, aproveitou ainda para agradecer ao governo de Vladimir Putin.

"A Rússia mudou, tornou-se um verdadeiro país do futebol, não só pelo Mundial, organizado ao mais alto nível, mas porque o futebol faz parte do ADN do país, graças à prestação da sua equipa nacional, a todo o trabalho feito, às infraestruturas, tudo é magnífico e eficaz", prosseguiu o presidente da FIFA.

De acordo com o responsável máximo pelo futebol, o legado do campeonato fará crescer a modalidade no país.

"O que mudou foi a perceção em relação à Rússia. Mais de um milhão de visitantes na Rússia, em Moscovo e também em todas as cidades-sede, aperceberam-se de que chegaram a um belo país, acolhedor, preparado para mostrar ao mundo que a realidade não é, por vezes, a que pensamos conhecer. É um país rico de cultura, de história, de história da humanidade", acrescentou Infantino.

Os dois próximos Mundiais de futebol já têm destino: em 2022 no Qatar, e em 2026 numa organização tripartida por Estados Unidos, Canadá e México, a primeira com 48 equipas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.