Comité Olímpico quer fixar novas datas "o mais rápido possível" para os Jogos

Yoshiro Mori, da organização de Tóquio 2020, descreveu como "um desafio sem precedentes" a tarefa de reajustar os preparativos dos últimos seis anos.

Toshiro Muto, diretor executivo da comissão organizadora de Tóquio 2020, pediu esta quinta-feira que as novas datas para a realização dos Jogos Olímpicos na capital japonesa, adiados para 2021 devido à pandemia da covid-19, sejam estabelecidas "o mais rápido possível".

"Há muitos aspetos que não podem avançar se as novas datas [dos Jogos] não forem decididas rápido", afirmou Toshiro, no final da primeira reunião de trabalho de um grupo especialmente criado pelos organizadores, após o adiamento do evento.

A confirmação do adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 surgiu na terça-feira (dia 24), após a pressão de vários organismos e instituições, através de um comunicado conjunto do Comité Olímpico Internacional (COI) e do Comité Organizador dos Jogos. A decisão do adiamento de Tóquio 2020, inicialmente previsto para decorrer entre 24 de julho e 09 de agosto, de acordo com o COI e o Comité Organizador foi tomada "para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional.

O presidente da comissão organizadora, Yoshiro Mori, descreveu como "um desafio sem precedentes" a tarefa de reajustar os preparativos dos últimos seis anos e o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, disse na quarta-feira (dia 25) que os jogos serão disputados "o mais breve possível".

A pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20000. Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. O continente europeu, com cerca de 240000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7503 mortos em 74386 casos registados até esta quinta-feira. Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, registaram-se 43 mortes e 2995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito quarta-feira (dia 25) pela Direção Geral da Saúde (DGS). Os primeiros casos confirmados em Portugal, foram registados no dia 2 de março, e encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG