Sem Ricardo Horta, Vicens pede “melhor versão” do Sp. Braga para ultrapassar Áustria Viena
HUGO DELGADO

Sem Ricardo Horta, Vicens pede “melhor versão” do Sp. Braga para ultrapassar Áustria Viena

Treinador dos minhotos espera que os efeitos da intoxicação alimentar que atingiu o plantel não condicionem as escolhas para o encontro desta quinta-feira. Ricardo Horta fica de fora por lesão.
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Ricardo Horta lesionou-se e vai ficar parado entre duas a três semanas, de acordo com o boletim clínico do Sporting de Braga, divulgado na tarde desta quarta feira. O jogador arsenalista tem uma leão muscular na perna direita, vai falhar os dois encontros com o Áustria Viena e tem em risco o jogo com o Vitória de Guimarães. Esta informação foi revelada horas depois da conferência de imprensa de Carlos Vicens, na antevisão do jogo frente ao Áustria Viena.

O treinador exige uma equipa próxima do seu melhor para conseguir ganhar vantagem no Estádio Municipal de Braga, na primeira mão do play-off da Liga Conferência, antes da decisão da eliminatória, marcada para 27 de agosto, na capital austríaca.

Depois de ultrapassar o Zeleznicar Pancevo e o Dínamo Minsk nas rondas anteriores, os minhotos têm agora pela frente o último obstáculo antes da fase de liga da competição. E Vicens não esconde que espera dificuldades perante um adversário que considera capaz de castigar rapidamente qualquer erro do Braga.

“Queremos ser e oferecer a melhor versão que podemos, porque a ocasião merece-o. São 180 minutos de futebol e amanhã jogamos em casa, podendo oferecer a nossa melhor versão, uma versão melhor, por exemplo, do que a que oferecemos na Bulgária perante um rival que tem um nível bom”, afirmou o treinador espanhol na antevisão da partida.

Vicens deixou, de resto, um aviso claro sobre as características do Áustria Viena. “É uma equipa que sai bem para ataques rápidos, que ataca com muita gente, uma equipa aguerrida, que pode penalizar-nos em saídas rápidas e com ataque posicional com muita gente na área. Vamos precisar de um Sp. Braga muito bom para passar esta eliminatória.”

O técnico dos arsenalistas entende que não é fácil comparar o adversário austríaco com as equipas que o Braga já encontrou neste percurso europeu, sobretudo pelas diferenças entre as respetivas culturas futebolísticas. “Temos de ver os contextos, cada um joga em ligas diferentes. O contexto aqui é diferente. Zeleznicar estreou-se nas competições europeias, Minsk tem uma boa organização defensiva e agora temos um adversário com elementos do futebol da Alemanha e da Áustria, que olha muito para a frente, para as transições, e sem se preocupar se não tiver êxito.”

Perante essas características, Vicens quer um Braga capaz de manter a identidade, mas suficientemente preparado para responder aos pontos fortes do adversário. “Temos de nos adaptar aos rivais, com culturas futebolísticas diferentes, de impor o nosso jogo, atacar bem e criar oportunidades.”

HUGO DELGADO

A preparação do encontro ficou, porém, marcada pelos problemas físicos provocados pela intoxicação alimentar que atingiu vários jogadores do plantel bracarense. Uma situação que obrigou a um acompanhamento permanente por parte da equipa médica.

“Estamos em contacto direto com o corpo médico, porque os timings foram variando, gente que se ressentiu logo na Bulgária, gente que foi caindo progressivamente e na segunda-feira houve outros. Ontem não houve casos novos, o que tranquiliza, e vamos acabar de ver hoje”, explicou Vicens.

O treinador admitiu que os efeitos do problema ainda foram sentidos no início da semana. “Na segunda e terça-feira, nos treinos, os jogadores estavam mais frágeis e com menos energia, como é normal, mas vamos ver como estão todos e espero que as decisões que tomemos tenham a ver com futebol e não com o estado dos jogadores.”

Apesar da importância de conseguir um resultado positivo em casa, Carlos Vicens recusa transformar a necessidade de uma boa exibição numa pressão adicional sobre a equipa. O espanhol lembra que uma eliminatória europeia tem características diferentes de um encontro de campeonato e que todas as decisões devem ter em consideração os 180 minutos. “Seguramente que nunca queremos fazer uma má exibição, queremos fazer sempre o melhor possível e impor-nos no jogo. Mas não devemos deixar de ter em conta que isto é uma eliminatória europeia e que uma das equipas vai ficar de fora. No campeonato, há três resultados possíveis e na semana seguinte volta a haver um jogo. Aqui não, há 180 minutos”, sublinhou.

Nem mesmo o mercado de transferências desviou Vicens do objetivo imediato. Questionado sobre possíveis reforços para o plantel e sobre os nomes que têm sido associados aos minhotos, o treinador foi taxativo: “Prioritário é o foco no presente, no treino de hoje e no jogo de amanhã, porque o play-off é suficientemente grande para pensar noutra coisa.”

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