Rui Borges quer fazer "algo extraordinário" na Champions e promete que Gyökeres será "bem recebido"
ANTONIO COTRIM/LUSA

Rui Borges quer fazer "algo extraordinário" na Champions e promete que Gyökeres será "bem recebido"

Treinador do Sporting fez a antevisão ao jogo com o Arsenal, da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, marcado para terça-feira, às 20h00 (Sport TV5), no Estádio José Alvalade.
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Viktor Gyökeres marcou uma era em Alvalade com 97 golos em duas épocas. Por isso, na véspera de regressar ao Estádio José Alvalade, para defrontar o Sporting, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, com a camisola do Arsenal, o nome do sueco foi o mais falado na conferência de Imprensa de antevisão do encontro com os ingleses.

Rui Borges começou por dizer que o objetivo é "tornar realidade o sonho". Que é como quem diz eliminar os gunners e chegar às meias finais da Champions, um lugar nunca alcançado pelos leões: "É isso que nos move, marcar a história de um grande clube como o Sporting. Acreditamos que podemos continuar a fazer algo de diferente e extraordinário. Que os nossos adeptos continuem a fazer de Alvalade um lugar mágico, como têm feito esta época."

O técnico leonino recusou ainda dar o favoritismo ao Arsenal e explicou porquê: "Nesta fase da Champions não se pode dar favoritismo a ninguém. Serão duas grandes equipas a disputar uma eliminatória avançada da competição, duas equipas que marcaram de forma positiva o seu trajeto. O Sporting só tem vitórias em casa nesta Liga dos Campeões e quando ninguém esperava terminou no top-8. Não acredito que haja um favoritismo claro. Acredito, sim, que os nossos adeptos poderão fazer uma pequena diferença frente a uma equipa que está claramente numa das 3 melhores da Europa."

Depois foi sendo bombardeado com perguntas sobre o sueco e se tinha um plano especial para travar o goleador, que apesar de ser um perigo à solta, mas terá direito a um plano especial: "Dentro do coletivo, temos de conseguir pará-lo. Os grandes jogadores, por mais que a gente os conheça, conseguem fazer a diferença. Será certamente bem recebido por todos nós porque marcou a história do Sporting, do futebol português e merece ter esse reconhecimento."

Um regresso que será encarado "sem ressentimentos", segundo Rui Borges. Mesmo que a saída tenha sido turbulenta e com uma troca de palavras pouco simpáticas entre o empresário do sueco e o presidente do Sporting, Frederico Varandas. "Chegaram a um bom acordo para ambas as partes e terminou tudo como deveria ter terminado, tanto para o Sporting como para o jogador. Queria dar esse passo na carreira e nós respeitamos. O Sporting continuará a ganhar e a ser um grande clube, mesmo com troca de treinadores e jogadores. Em relação ao Viktor, é desejar a maior sorte do mundo, de certeza que será bem recebido por toda a gente porque a admiração é muito grande", ressalvou o técnico leonino.

Depois de um início de época pouco eficaz no capítulo da finalização, que levou a alguma desconfiança, o avançado sueco marcou 17 golos pelo Arsenal. "Acredito que numa fase inicial do campeonato teve uma adaptação, muito pela ideia de jogo do Arsenal e também pela forma como se joga em Inglaterra. Mas não deixa de ser um grande avançado e agora está de volta ao que sabe fazer bem: fazer golos. É normal que o adepto ficasse desconfiado no início, até pelo valor monetário [da transferência], mas depois a verdade veio ao de cima. É um grande jogador", defendeu Rui Borges.

E será Diomande, o defesa ideal para marcar Gyökeres? "São dois jogadores, super competitivos e é normal que dê faísca, mas faísca no bom sentido da palavra. Para parar o Viktor temos quatro grandes centrais. Qualquer um, à sua maneira, está capacitado para dar resposta", respondeu sem dar qualquer pista sobre o esquema ou a tática que irá utilizar diante os ingleses.

"Não vou estar aqui a dizer a estratégia, se não o Arsenal saberá tudo o que vamos fazer. É uma equipa recheada de qualidade individual. Temos de estar mais focados em termos coletivos do que até individualmente. O foco e o rigor têm de ser ainda maior nestes jogos. Esta equipa, num milésimo de segundo de uma distração nossa, faz mossa. Dentro do seu coletivo, tem alguma variabilidade, não só nos médios, tem muito a ver com os alas, com os laterais, mas estaremos muito preparados para isso", avisou o mirandelense.

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