Na antevisão do particular frente à Seleção Mexicana de Futebol, marcado para a reinauguração do Estádio Azteca, Bruno Fernandes e Roberto Martínez destacaram a importância do estágio da Seleção Portuguesa de Futebol na preparação para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Bruno Fernandes começou por salientar a utilidade do estágio, referindo que “ajuda sempre porque é bom estarmos juntos”, lembrando que o grupo não trabalhava reunido desde novembro. O médio do Manchester United acrescentou ainda que atravessa “um bom momento” no clube inglês e que pretende “transpor isso para ajudar a equipa”.Também Roberto Martínez valorizou este período de preparação, destacando que “o estágio está a correr muito bem”e sublinhando a importância de observar novas soluções: “Estou a adorar o sangue novo e vamos ver como o vamos gerir.”Questionado sobre a possibilidade de assumir maior protagonismo na ausência de Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Rúben Dias, Bruno Fernandes rejeitou mudanças na sua postura. “Claro que não estando o Cris e o Bernardo sou o mais internacional, mas essa pressão para mim não existe”, afirmou, reforçando: “A minha postura vai ser sempre a mesma. Só quero ajudar os meus colegas a que se sintam melhor.”O selecionador nacional destacou, por sua vez, que a competitividade interna é essencial nesta fase da preparação: “O Mundial de 2026 vai ser dos mais complexos de sempre. Precisamos de muita preparação e flexibilidade tática.”A importância simbólica do encontro no Azteca foi outro dos temas centrais. Bruno Fernandes assumiu que “é muito importante inaugurar um estádio tão importante na história do futebol”, lembrando ainda que o México “nunca perdeu com uma seleção europeia na Cidade do México”, o que transforma o jogo “num grande teste contra uma grande seleção”.Também Roberto Martínez evocou o simbolismo do recinto: “No futebol adoramos memórias e momentos especiais e jogar no Azteca é especial. Lembro-me do Mundial de 86 e de olhar para o Azteca como um estádio onde todos queriam jogar.”A altitude será um dos desafios adicionais da partida. O internacional português reconheceu que “muda sempre um pouco, tanto na respiração como na recuperação”, acrescentando que “a bola anda muito mais”, o que obriga a equipa a ajustar aspetos como os cruzamentos. Já o técnico explicou que a escolha deste contexto faz parte de um plano específico: “É uma questão científica, para recolhermos dados e sabermos o que fazer numa próxima ocasião.”.Sobre as novas orientações da FIFA, Bruno Fernandes mostrou-se recetivo às mudanças: “São regras para reduzir a perda de tempo e haver melhor futebol. Ainda estamos a aprender, mas acho que vai ser bom para o futebol.” Roberto Martínez acrescentou que a equipa terá de adaptar a gestão dos minutos, lembrando que “pela primeira vez a FIFA vai permitir 10 substituições e veremos como podemos gerir”.O regresso de Paulinho à Seleção foi igualmente comentado pelos dois protagonistas. Bruno Fernandes destacou que o avançado “vai ser importante lá dentro a fazer golos e a dar golos aos outros”, sublinhando ainda o conhecimento que tem do adversário. Já o selecionador explicou que a convocatória resulta do rendimento apresentado: “O Paulinho está aqui por mérito, pelo que tem feito no México.”Quanto à possibilidade de envergar a braçadeira de capitão, Bruno Fernandes mostrou-se prudente: “Ainda não sei se vou jogar, mas para mim já é um orgulho representar a Seleção e ainda por cima poder entrar em campo num estádio mítico como este.”Por fim, relativamente ao estatuto de candidato ao título mundial, o médio português considerou que esse reconhecimento deve ser encarado de forma positiva: “É sinal de que nos veem com qualidade para isso. Não temos de ter medo de nada nem ninguém.” Já Roberto Martínez preferiu moderar expectativas, lembrando que “só as seleções que já ganharam mundiais são favoritas”, embora admita que Portugal tem condições para lutar pelos objetivos mais ambiciosos..Seleção nacional estreia-se no Mundial 2026 com Jamaica ou República Democrática do Congo