Portugal já tem Centro Nacional de Treino de Remo de Mar
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Portugal já tem Centro Nacional de Treino de Remo de Mar

Nova infraestrutura na Figueira da Foz reforça ambição olímpica rumo a Los Angeles 2028 e consolida crescimento da modalidade no país
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Centro Nacional de Treino da Seleção de Remo de Mar foi oficialmente inaugurado, na Figueira da Foz, num momento que marca um novo capítulo para a modalidade em Portugal, precisamente numa fase em que se prepara para a estreia olímpica nos Jogos de Los Angeles 2028.

A criação deste centro surge num momento de forte crescimento da modalidade, ainda numa fase inicial, mas com uma evolução acelerada. “O remo de mar é uma nova versão do remo que vai ser olímpico em Los Angeles, portanto é uma novidade mundial”, sublinhou o presidente da Federação Portuguesa de Remo, Luís Faria, destacando o posicionamento estratégico de Portugal neste contexto. “Nós próprios vamos organizar o Campeonato do Mundo em 2027, que será de apuramento olímpico, ou seja, o apuramento vai ser feito em Portugal.”

Segundo o dirigente, a escolha da Figueira da Foz não foi casual. A proximidade a polos importantes como Coimbra e Montemor-o-Velho, bem como a estrutura e dinâmica da Associação Desportiva Naval Remo, foram determinantes. “A Naval tem uma organização, instalações e um dinamismo que nos apraz muito. Inclusive, os nossos campeões europeus e o selecionador nacional são da Naval”, referiu.

A cerimónia ficou também marcada pela inauguração de novo material para a modalidade, adquirido com o apoio do Comité Olímpico de Portugal e do Instituto Português do Desporto e da Juventude. Um reforço que, nas palavras de Luís Faria, era urgente: “Fomos campeões europeus e quartos no Mundial e tínhamos zero frota de remo de mar.”

O investimento incluiu três embarcações de competição, uma lancha de apoio com atrelado e ainda 11 máquinas ergométricas, melhorando significativamente as condições de treino dos atletas. “Foi um reforço importante de material”, destacou.

Para o presidente federativo, este centro representa muito mais do que uma infraestrutura: é um ponto de partida para o crescimento sustentado da modalidade em Portugal. “Este é o primeiro centro e é o ideal, é o centro da equipa nacional”, afirmou, admitindo, no entanto, a ambição de alargar a rede a outras zonas do país.

O impacto internacional já se faz sentir, com várias seleções estrangeiras a escolherem Portugal como destino de estágio. “Temos os países todos a querer estagiar em Portugal. Organizámos uma regata em Oeiras e, sem convidarmos ninguém, tivemos 12 seleções nacionais”, revelou, acrescentando que seleções como a alemã e a britânica já treinam regularmente no país.

Luís Faria destacou ainda a acessibilidade e versatilidade do remo de mar como fatores-chave para o seu crescimento. “É uma embarcação bastante ‘friendly’. Os barcos são mais baratos do que os de pista e permitem desde a alta competição até ao desporto escolar, adaptado ou de lazer”, explicou, sublinhando o potencial inclusivo da modalidade.

Além da oficialização do centro, a Figueira da Foz foi também confirmada como palco de duas importantes competições internacionais. Já em outubro deste ano, acolhe a Coupe de la Jeunesse em remo de mar, e em 2026 receberá a Coupe de la Jeunesse Beach Sprint, uma prova europeia de formação. “Fizemos uma candidatura simples e, mesmo sem apresentação presencial, foi aprovada por unanimidade. Portugal ganhou esta prova”, destacou o presidente.

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