Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 têm esta sexta-feira, 6 de fevereiro, a cerimónia de abertura no Estádio de San Siro, em Milão, mas estão já rodeados de algumas polémicas sendo uma delas bastante bizarra e prende-se com o facto de alguns atletas terem injetado um soro ácido nos seus genitais para aumentar o tamanho daquela zona do corpo.Já apelidado de "escândalo da virilha", esta é uma forma de os atletas ganhar alguma vantagem competitiva. É que, segundo o jornal alemão Bild, a Agência Mundial Antidoping (WADA) recebeu algumas denúncias sobre esta situação, as quais referiam que o objetivo de aumentar o volume na zona das virilhas permite aos saltadores de esqui aumentar a zona de sustentação do seu corpo e, dessa forma, conseguir planar durante mais tempo e permitir que os saltos sejam mais longos.Olivier Niggli, diretor-geral da WADA, já veio entretanto dizer que desconhece que a substância em causa melhore o desempenho dos atletas, mas deixou a certeza que será investigado "tudo o que esteja relacionado com doping", mas descartou investigar "outros meios de melhorar o desempenho" desportivo.As regras foram reforçadas pela federação internacional depois de, no Campeonato Mundial de 2025, ter sido descoberto que esquiadores noruegueses reforçavam as costuras do equipamento na região da virilha para ganharem vantagem no salto.No entanto, as polémicas não se ficam por aqui. Na quinta-feira, véspera da cerimónia de abertura, a Federação Britânica de Bobsleigh e Skeleton apresentou um recurso no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) na tentativa de anular a proibição de utilização por parte do atleta Matt Weston, um dos favoritos à medalha de ouro no skeleton, de um novo capacete que alegadamente viola as regras da competição devido ao seu formato."Esta é uma modalidade em que se ganha por centésimos de segundo, por essa razão a Grã-Bretanha está sempre a inovar. Tentamos ultrapassar os limites, encontrando vantagens e esta é apenas uma das vertentes da inovação que desenvolvemos", explicou Matt Watson antes da audiência no TAD, em Milão. Os britânicos ainda aguardam pelo resultado da decisão final do tribunal.Ataques cibernéticos Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026, que decorrerão até 22 de fevereiro em Milão e Cortina, não terá a participação da Rússia, que enfrenta uma suspensão que dura já dez anos devido a uma polémica com doping patrocinada pelo Kremlin nos Jogos de Sochi em 2014, mas também devido à invasão da Ucrânia.Mas nem por isso os russos terão desistido de influenciar os Jogos de Milão-Cortina, uma vez que o governo italiano anunciou ter bloqueado ataques cibernéticos contra os sites oficiais da competição, hotéis e até um dos locais onde vão decorrer as competições, em Cortina d'Ampezzo. A isto juntam-se ainda denúncias de tentativas de desinformação através das redes sociais. .Jogos Olímpicos: Portugal entra em Milão Cortina com Vanina Guerillot e José Cabeça como porta-estandartes.Artista portuguesa Rueffa leva identidade nacional aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão Cortina 2026