A poucos dias do arranque dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão Cortina 2026, o evento prepara-se para ir além da competição desportiva, com um conjunto de iniciativas culturais paralelas que pretendem enriquecer a experiência olímpica. Uma delas é a exposição “Olympic Art – L’arte incontra lo spirito Olimpico”, que contará com presença portuguesa através do trabalho da artista contemporânea Rueffa.A artista foi uma das 50 selecionadas para integrar esta mostra internacional, que estará patente na Galleria Artemida, em Milão, entre 6 e 22 de fevereiro. O convite surgiu no seguimento do reconhecimento do seu percurso no panorama artístico contemporâneo e culmina numa participação que Rueffa assume com particular orgulho, sublinhando o simbolismo de representar Portugal enquanto “atleta-artista”.Antes da partida para Itália, Rueffa esteve no Comité Olímpico de Portugal, onde apresentou uma das duas peças que irão integrar a exposição. A obra foi mostrada ainda em fase de desenvolvimento à secretária-geral do COP, Diana Gomes, e à diretora do Departamento de Educação e Memória Olímpica, Rita Nunes. Trata-se de um trabalho criado especificamente para esta ocasião e que se insere na coleção “Selfie Dollar”, um dos núcleos conceptuais mais consistentes do percurso da artista, desenvolvido ao longo da última década.Nesta edição exclusiva para os Jogos Olímpicos de Inverno, Rueffa transporta para o universo do olimpismo a reflexão central da coleção Selfie Dollar, marcada pela presença do espelho enquanto dispositivo artístico. A obra convida o observador a um confronto direto com a sua própria imagem, identidade e relação com o tempo, num exercício simultaneamente pessoal e simbólico.Embora seja a primeira vez que trabalha diretamente com o imaginário olímpico, a artista reconhece afinidades entre o espírito dos Jogos e a sua prática quotidiana. A noção de superação, foco e resiliência associada ao atleta de alto rendimento encontra eco no processo criativo, que Rueffa descreve como um percurso exigente e disciplinado, onde assume o papel de “própria treinadora”.As duas peças que serão apresentadas em Milão recorrem a materiais que evocam a neve e os símbolos olímpicos, integrando também a referência ao número 1, numa alusão ao atleta que atinge o topo. O resultado é um jogo de camadas com uma dimensão pedagógica, simbólica e emocional, que celebra a vitória, a exclusividade e a identidade.A participação de Rueffa na exposição “Olympic Art – L’arte incontra lo spirito Olimpico” inscreve-se, assim, no diálogo entre arte contemporânea e valores olímpicos, afirmando a presença portuguesa num dos palcos culturais associados aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão Cortina 2026. .Rueffa: A artista que quer fazer os portugueses apaixonarem-se pela Pop Art