Pogačar construiu em poucos anos um palmarés extraordinário.
Pogačar construiu em poucos anos um palmarés extraordinário.Foto: YOAN VALAT / EPA

Pogačar conquista o quinto Tour e entra definitivamente na história

Esloveno, de 27 anos, volta a vencer a Volta a França e iguala Anquetil, Merckx, Hinault e Induráin no restrito grupo de pentacampeões
Publicado a
Atualizado a

Tadej Pogačar voltou a fazer história. O esloveno conquistou este domingo a quinta Volta a França da carreira, repetindo os triunfos alcançados em 2020, 2021, 2024 e 2025 e reforçando o estatuto de grande figura do ciclismo da atualidade.

Aos 27 anos, o líder da UAE Team Emirates-XRG passa a integrar um dos grupos mais exclusivos da história da modalidade. Pogačar igualou Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Induráin, os únicos ciclistas que até agora tinham conseguido vencer cinco edições do Tour.

Nascido a 21 de setembro de 1998, em Klanec, na Eslovénia, Pogačar construiu em poucos anos um palmarés extraordinário. Além das cinco camisolas amarelas, venceu o Giro de Itália em 2024, sagrou-se campeão mundial de estrada em 2024 e 2025 e triunfou em algumas das maiores clássicas do calendário internacional, mostrando uma versatilidade rara no ciclismo moderno.

Forte na alta montanha, muito competitivo no contrarrelógio e capaz de atacar a longa distância, Pogačar tornou-se num corredor difícil de enquadrar numa única especialidade. Ganha grandes voltas, clássicas e campeonatos, uma combinação que explica as frequentes comparações com Eddy Merckx.

TERESA SUAREZ

A última etapa desta edição mostrou, aliás, que Pogačar não sabe correr apenas para cumprir calendário. Mesmo com a camisola amarela praticamente garantida, o esloveno voltou a assumir um papel ofensivo no circuito final de Paris, numa jornada encurtada para 88,7 quilómetros e novamente marcada pelas três passagens pela Côte de la Butte Montmartre.

O campeão do Tour atacou e esteve entre os principais protagonistas de uma corrida que rapidamente deixou de ter o carácter essencialmente festivo que durante décadas marcou a chegada a Paris. As rampas empedradas de Montmartre selecionaram o grupo e proporcionaram sucessivos ataques antes do regresso aos Campos Elísios.

Mathieu van der Poel acabou por vencer a 21.ª e última etapa, depois de um final espetacular. O neerlandês da Alpecin-Premier Tech resistiu por margem mínima ao regresso dos perseguidores e cortou a meta à frente do companheiro de equipa Jasper Philipsen e de Mads Pedersen, num desfecho decidido praticamente sobre a linha.

Para Pogačar, a grande vitória estava, porém, na classificação geral. O esloveno terminou a Volta a França com 6m26s de vantagem sobre Remco Evenepoel, segundo classificado, enquanto Isaac del Toro, companheiro de equipa de Pogačar na UAE Team Emirates-XRG, completou o pódio, a 9m42s. O francês Paul Seixas terminou na quarta posição.

A UAE colocou assim dois corredores no pódio final, com Del Toro a conquistar também a camisola branca de melhor jovem. Mads Pedersen garantiu a camisola verde da classificação por pontos, enquanto Richard Carapaz ficou com a camisola às bolinhas de melhor trepador.

Pogačar construiu em poucos anos um palmarés extraordinário.
Tour: Carapaz 'bisa' e Pogacar ajuda Del Toro a garantir o pódio final no Alpe d'Huez
Pogačar construiu em poucos anos um palmarés extraordinário.
Pogacar inscreveu o nome no Alpe d'Huez e somou quinta vitória na 113.ª edição do Tour
Diário de Notícias
www.dn.pt