Breno Bidon, do Corinthians, é um dos principais nomes para o novo ciclo da seleção brasileira.
Breno Bidon, do Corinthians, é um dos principais nomes para o novo ciclo da seleção brasileira. Foto: DR/Corinthians

Missão 2030: as joias do futebol brasileiro que querem ser o presente e o futuro da seleção

Conheça os jovens que (ainda) atuam no Brasileirão, retomado na última quinta-feira (16), e que podem fazer parte do ciclo da seleção para o próximo Mundial.
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Depois de mais de um mês de paralisação para a disputa do Mundial 2026, o Brasileirão voltou na última quinta-feira, 16 de julho, para alegria dos adeptos que tinham saudades do clube do coração. Além dos torcedores, quem também terá motivos para manter os olhos atentos nas 20 rondas que restam da competição será Carlo Ancelotti que, após a frustrante eliminação da seleção brasileira para a Noruega, já prepara o ciclo para 2030 com a palavra que acompanha praticamente todas as quedas do Brasil em Mundiais: renovação.

E se a maioria dos jogadores que poderão fazer parte deste novo ciclo já se encontra em solo europeu - casos dos centrais Lucas Beraldo (PSG) e Vitor Reis (Manchester City), do médio Andrey Santos (Manchester United) ou dos extremos William Gomes (FC Porto) e Estêvão (Chelsea) -, há atletas que sonham com a canarinha e que (ainda) atuam no futebol brasileiro.

Com a volta do campeonato a ser um dos grandes atrativos para os fãs do futebol até o regresso das competições europeias, o DN separou cinco joias do Brasileirão para acompanhar nas próximas semanas. Confira.

Allan (Palmeiras)

Quando Allan Elias começou a dar os seus primeiros passos como atleta profissional do Palmeiras, em 2025, o adepto alviverde teve uma certeza: o raio havia caído pela terceira vez num curto espaço de tempo na equipa comandada por Abel Ferreira. Depois do sucesso de Endrick, vendido ao Real Madrid, e Estêvão, negociado com o Chelsea, dois esquerdinos que se tornaram as maiores vendas da história do clube, este terceiro craque da perna esquerda apresentou-se ao mundo no Mundial de Clubes de 2025, quando foi um dos destaques do Verdão.

Desde então e, especialmente após a saída de Estêvão rumo ao futebol inglês, Allan assumiu protagonismo no Palmeiras. Aos 22 anos, foi titular indiscutível desde o início de 2026 e, somando as duas épocas como profissional da equipa, já contabiliza nove golos e dez assistências em 88 jogos. Rápido e driblador, atua tanto pelo lado direito quanto pelo lado esquerdo do ataque e já chama a atenção de clubes europeus. Em janeiro, o Palmeiras recusou uma proposta de 35 milhões de euros pelo atleta.

André (Corinthians) e Breno Bidon (Corinthians)

O meio-campo da seleção brasileira é uma das posições mais carentes para Carlo Ancelotti, que deverá desfazer-se de jogadores como Casemiro, Fabinho e Lucas Paquetá até 2030. E se no futebol europeu já despontam candidatos para ocupar estas posições - como o já mencionado Andrey Santos, mas também André e João Gomes (Wolverhampton) ou os já testados Éderson (Atalanta) e Gabriel Sara (Galatasaray) -, a dupla de médios do Corinthians promete entrar nesta disputa.

Enquanto André, de 20 anos, é um médio defensivo de força física invejável, que sobe e desce todo o relvado e chega à área adversária com um poder de finalização acima da média (cinco golos em 29 jogos), Breno Bidon, um ano mais velho, é daqueles jogadores com um talento praticamente único no futebol brasileiro. Esquerdino que gosta de ter a bola colada aos pés e pode atuar como "8", "10" ou pelos lados do campo, é constantemente comparado com Pedri, do Barcelona, e já houve quem defendesse a sua convocação para o Mundial de 2026.

Mesmo jovens, ambos são titulares do Corinthians e foram fundamentais para as recentes conquistas da Taça do Brasil e da Supertaça. André esteve perto de ser negociado com o AC Milan, mas viu o clube recusar uma proposta na casa dos 20 milhões de euros. Já Bidon despertou o interesse de gigantes como Bayern de Munique e Arsenal, mas, por enquanto, segue no Timão.

Kaio Jorge (Cruzeiro)

Único da lista que já atuou no futebol europeu, Kaio Jorge é também o único destes nomes que já teve oportunidades com a amarelinha. Formado no Santos, onde desde cedo foi identificado como o novo "Menino da Vila", transferiu-se para a Juventus ainda com apenas 19 anos, mas não conseguiu afirmar-se em Itália. Após um empréstimo ao Frosinone, regressou ao futebol brasileiro em 2024 para vestir a camisola do Cruzeiro e, desde então, a sua carreira voltou a decolar.

Em 95 jogos desde a chegada a Minas Gerais, o avançado de 1,83 metro soma números expressivos: 45 golos e 13 assistências. Já foi testado por Ancelotti em 2025 e poderá voltar ao radar do treinador italiano numa posição que, no Mundial de 2026, contou com Igor Thiago, Endrick e Matheus Cunha.

Matheus Martinelli (Fluminense)

Por fim, outro médio defensivo que poderá fazer parte do novo ciclo de Carletto à frente do Brasil é também o mais experiente desta lista. Aos 24 anos - completa 25 em outubro -, Matheus Martinelli já soma 320 jogos pela equipa principal do Fluminense, onde conquistou uma série de títulos e vive atualmente o melhor momento da carreira. Trinco de excelente saída de bola, boa capacidade de marcação e construção de jogo - e vez ou outra também colaborando com golos -, Martinelli poderá ser um dos símbolos desta nova seleção com as saídas de Fabinho e Casemiro.

Por enquanto, talvez por ter um perfil mais discreto dentro de campo e uma idade mais avançada para quem ainda procura o futebol europeu, não desperta a atenção dos maiores clubes do continente. No início do ano, Besiktas, Olympiacos e West Ham sinalizaram interesse, mas nenhum deles chegou aos valores pretendidos pelo Fluminense. O adepto tricolor agradece.

nuno.tibirica@dn.pt

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