Matheus Nunes
Matheus NunesFOTO: Carlos Vidigal Jr / Global Imagens

Matheus Nunes: "Ir à praia era parte do plano de trabalho para fazer a adaptação ao clima"

O jogador do Manchester City garante que a seleção nacional está pronta para a estreia com a RD Congo e revela ter começado a ler a biografia de Diogo Jota na viagem para os EUA.
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Matheus Nunes garantiu esta segunda-feira, 15 de junho, que os jogadores da seleção nacional estão "prontos" para a estreia no Mundial 2026, marcada para esta quarta-feira, frente à República Democrática do Congo, em Houston.

Em conferência de imprensa em Palm Beach, na Florida, o jogador do Manchester City garantiu que a tempestade da véspera que impediu que a equipa realizasse a sessão de treino prevista "de forma alguma" condicionou a preparação da equipa. "Temos de olhar da forma mais natural possível e tentar adaptar-nos, lembro-me bem do que aconteceu no Mundial de Clubes", disse.

"São coisas inesperadas da natureza. Pode acontecer num jogo e temos de estar preparados para isso. Se tivermos de esperar meia hora durante um jogo, temos de saber o que fazer", sublinhou.

Questionado sobre o facto de poder jogar como lateral ou médio, Matheus Nunes garantiu estar "confortável" nas duas posições, escusando-se a revelar em qual gosta mais de jogar. "É opção do mister, temos laterais que podem jogar a centrais, médios. Temos jogadores muito versáteis. Temos de estar prontos para jogar em qualquer posição", assumiu.

Sobre o torneio, lembrou que "é uma competição rápida" na qual "todas as seleções têm qualidade". Como tal a equipa das quinas tem de "enfrentar cada jogo com uma final".

Num plano mais pessoal disse que quando estava no Ericeirense "não imaginava" que um dia pudesse estar num Campeonato do Mundo, mas "sonhava que podia acontecer" e foi para isso que diz ter trabalhado "muito". "Tenho muito orgulho no meu percurso, trabalhei de cabeça baixa à procura de ser melhor. Sempre tive um círculo que me deu muito apoio. Muito do que sou é por causa deles. É muito bom estar aqui, mas quero ganhar", sublinhou.

Matheus Nunes quer "aproveitar ao máximo" aquela que diz ser "a competição mais bonita do mundo". "Estamos a representar o nosso país, a jogar por 10 milhões. Seria bom sair com o título, não sou hipócrita, mas se não sairmos, temos sentir que demos tudo", acrescentou.

Questionado sobre as idas dos jogadores à praia garantiu que "era parte do plano de trabalho para fazer a adaptação ao clima". "Passo o ano em Manchester, onde não há este calor... é uma diferença brutal", disse.

À chegada aos EUA, Matheus Nunes tinha a biografia de Diogo Jota na mão e revelou que começou a lê-la durante a viagem. "Estou a descobrir coisas que não sabia", começou por dizer, reconhecendo que a carreira do avançado que morreu no ano passado num acidente de automóvel, em Espanha, "foi de superação". "Não foi fácil para ele nem para outros jogadores. Foi uma carreira muito bonita. Tenho a certeza de que olha para nós. Carregamo-lo nos nossos corações", sublinhou.

Matheus Nunes recordou depois a sua opção por representar a seleção nacional e não o Brasil, país onde nasceu. "Diria que foi difícil tomar a decisão de escolher Portugal porque sinto que sou dos dois por igual. No futebol devo mais a Portugal do que ao Brasil. Foi onde vivi o período em que comecei a jogar a sério, no Brasil nunca fui federado. Tenho muito orgulho de ter escolhido Portugal", disse, não revelando se pretende estar numa final entre as duas seleções: "Seria especial, será o que for. Quero é estar na final. Quero é ganhar."

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