Marco Silva quer seis pontos e confirma Trubin na baliza frente ao Celtic
Marco Silva quer que o Benfica dê seguimento ao triunfo sobre o Milan e some a segunda vitória na fase de liga da Liga Europa. Na véspera da receção ao Celtic, marcada para quinta-feira, às 20h00, na Luz, o treinador encarnado afastou contas sobre a qualificação e centrou o discurso na importância dos três pontos. “O que interessa é o jogo seguinte”, afirmou, lembrando que, nesta fase da competição, cada jornada exige atenção total.
O Benfica chega ao encontro depois de vencer o Milan por 2-0, em Itália. O Celtic, por seu lado, perdeu em casa com o Ferencváros, por 3-1, na primeira jornada. Marco Silva espera que os escoceses entrem em campo com vontade de reagir, mas alertou para a dimensão e a experiência do adversário. “Vamos defrontar um grande na Europa”, disse, descrevendo um clube com tradição e habituado a disputar jogos sob pressão.
O técnico considera que o encontro terá características diferentes das do jogo com o Milan e também das eliminatórias anteriores. O Celtic, explicou, costuma jogar para ganhar e deverá apresentar uma resposta forte perante os adeptos que o acompanham a Lisboa. Ainda assim, Marco Silva acredita que o Benfica pode tirar partido do apoio da Luz e do conforto que a equipa tem demonstrado a jogar em casa.
A possibilidade de mexer no onze esteve entre os temas da conferência. O treinador admitiu alterações, sobretudo depois de vários jogadores terem acumulado minutos ao serviço das seleções, mas sublinhou que a gestão será feita em função do jogo com o Celtic. A rotação promovida em Itália, considerou, mostrou que a equipa pode apresentar soluções diferentes sem perder competitividade. “Há sempre um risco”, reconheceu, referindo-se à possibilidade de mudanças afetarem as rotinas, antes de elogiar a resposta dos jogadores utilizados frente ao Milan.
Marco Silva identificou também aspetos a melhorar em relação à última partida. O Benfica fez uma primeira meia hora de grande nível, mas não conseguiu manter a mesma intensidade depois do intervalo. O treinador disse que a equipa analisou o que aconteceu e que está preparada para responder melhor, embora reconheça que o desafio de quinta-feira será distinto e exigirá outras soluções.
Na baliza, não haverá dúvida: Anatoliy Trubin será titular. Sobre os centrais, Marco Silva falou da gestão da defesa e elogiou Alessandro Circati, que tem vindo a adaptar-se a uma forma diferente de defender. O treinador considera que o jogador respondeu bem às oportunidades e que a concorrência no setor lhe dá alternativas para gerir a equipa ao longo do calendário.
A posição de Georgiy Sudakov foi outro dos assuntos abordados. O médio ucraniano atuou mais recuado no último encontro, uma solução que Marco Silva admite voltar a utilizar. O treinador explicou que Sudakov se sente confortável com bola quando parte de zonas mais baixas, mas que essa função exige trabalho e a criação de rotinas defensivas. “Ele tem capacidade”, afirmou, deixando em aberto a possibilidade de o jogador continuar a ser utilizado nessa posição.
Questionado sobre João Palhinha e o regresso do médio à Seleção Nacional, Marco Silva disse ficar satisfeito quando os jogadores do Benfica são chamados, mas atribuiu o mérito ao atleta e reservou ao selecionador a decisão final. Também evitou comparar a equipa a um automóvel, depois de uma pergunta que aludia ao paralelismo entre o Sporting na Liga dos Campeões e o Benfica na Liga Europa. Para chegar longe, defendeu, os encarnados terão de provar o seu valor dentro de campo.
A receção ao Celtic começa às 20h00 de quinta-feira, no Estádio da Luz, e corresponde à segunda jornada da fase de liga. O Benfica procura manter o arranque vitorioso na prova; o Celtic chega a Lisboa pressionado a recuperar depois da derrota frente ao Ferencváros.

