Liga Europa: Horta aponta à final e Vicens pede eficácia e controlo emocional na receção ao Friburgo
HUGO DELGADO

Liga Europa: Horta aponta à final e Vicens pede eficácia e controlo emocional na receção ao Friburgo

Capitão assume ambição histórica do Sp. Braga na prova, enquanto o treinador destaca confiança no processo, apoio dos adeptos e necessidade de uma “versão do mais alto nível” frente aos alemães
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Ricardo Horta assumiu a ambição do Sp. Braga em chegar à final da Liga Europa, enquanto Carlos Vicens reforçou a necessidade de manter estabilidade emocional, confiança no processo e eficácia competitiva na receção ao Friburgo, na primeira mão da meia-final da prova.

Na antevisão ao encontro, o capitão minhoto destacou o momento especial vivido pelo clube, sublinhando a motivação do grupo antes de um jogo histórico: “Sinto a equipa bem, muito motivada para a meia-final. Todos sabemos da importância desta fase e da importância de ter uma equipa portuguesa numa meia-final europeia.” A ambição está claramente definida no balneário arsenalista, como o próprio confirmou: “É um objetivo claro ir à final. O primeiro passo é amanhã, fazer um grande jogo, com qualidade e muita personalidade.”

Também Carlos Vicens reconheceu a dimensão do desafio, lembrando que o adversário apresenta argumentos fortes e exigirá uma resposta ao mais alto nível: “É uma equipa de muito alto nível, comprometida no ataque e na defesa. Teremos de apresentar uma versão do mais alto nível, jogar com valentia também.” Ainda assim, o técnico espanhol mostrou confiança na identidade competitiva construída ao longo da época: “Primeiro a confiança absoluta nas possibilidades de vencer, depois o plano de jogo e foco nos detalhes.”

Ricardo Horta destacou igualmente a importância do apoio dos adeptos num momento que considera marcante para a história do clube: “Nesta meia-final o clube e a cidade estão todos imbuídos num espírito coletivo de poder ajudar o clube a chegar à final. Nós em campo sentimos essa força.” Uma união que Vicens considera decisiva para enfrentar uma eliminatória equilibrada, onde será fundamental saber gerir os diferentes momentos do jogo: “Há momentos para as duas equipas e tens de saber capitalizar os momentos que são teus.”

Apesar da experiência limitada do grupo em fases tão adiantadas da competição, o capitão bracarense assumiu a confiança coletiva e a vontade de repetir o feito de 2011, mas com outro desfecho: “Já foi feita história de chegar à primeira final. Queremos fazer a nossa história, mas que o resultado da final seja diferente da outra.” Nesse sentido, o treinador reforçou a importância do controlo emocional num jogo desta dimensão: “Quando começar o jogo, todas as ansiedades têm de ficar fora e centrar toda a energia no terreno de jogo.”

Consciente das diferenças entre o Friburgo e adversários anteriores, Ricardo Horta alertou para a exigência física do conjunto alemão: “Tem jogadores mais altos, fortes e competitivos, mas estamos preparados.” Já Vicens insistiu que a eficácia poderá ser determinante no desfecho da eliminatória: “Determinação e eficácia nas duas áreas será determinante para marcar.”

Depois de uma época particularmente exigente em termos de calendário, o treinador espanhol garantiu que a preparação não sofreu alterações estruturais apesar da importância histórica do encontro: “É um jogo de importância histórica, mas a maneira de trabalhar não muda.” Ideia que acompanha o sentimento do capitão minhoto, que reconheceu estar perante um dos momentos mais marcantes da sua ligação ao clube: “Desde que estou cá será um dos jogos mais importantes no clube. Todos sonhamos e gostava muito de disputar uma final europeia por este clube que já me deu tanto.”

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