Jogo de cadeiras envolve Mick Schumacher e tem Félix da Costa à espreita

O piloto português é opção para a Alfa Romeo. Williams tem duas vagas e Hamilton tem novo parceiro na Mercedes. Ferrari não mexe.

Há muito que o paddock da Fórmula 1 fervilha com os rumores que aos poucos se tornaram mudanças oficiais para 2022. Até agora, seis das dez equipas do Campeonato do Mundo anunciaram os seus pilotos para a próxima época. Só há quatro carros sem piloto confirmado: dois na Williams, um na Haas e outro na Alfa Romeo, onde Félix da Costa é opção a ter em conta, segundo soube o DN. Por outro lado, a Aston Martin não confirmou se Lance Stroll continuará, mas esse é o cenário mais provável.

O mercado começou a movimentar-se em maio com a renovação da Lando Norris com a McLaren, seguida da prorrogação do contrato de Esteban Ocon com a Alpine, num verdadeiro efeito dominó a que escaparam Ferrari e Red Bull. Com a renovação do heptacampeão Lewis Hamilton com a Mercedes até 2023, durante o Grande Prémio da Áustria, permanecia a dúvida sobre quem o ir ia acompanhar, depois da saída de Valtteri Bottas. A escolha recaiu em George Russell, que assinou até 2022.

A Alpine já havia renovado Esteban Ocon e decidiu fazer o mesmo com experiente campeão Fernando Alonso. Na McLaren, Daniel Ricciardo e Lando Norris continuarão a ser parceiros. O australiano estará com a equipa pelo menos até o final de 2022 e Lando renovou durante o GP do Mónaco.

Os italianos da Alpha Tauri tinham dúvidas sobre a continuidade da atual dupla, mas ontem confirmaram que Pierre Gasly e Yuki Tsunoda continuarão em 2022. Já na Aston Martin apenas o campeão Sebastian Vettel está confirmado, mas Lance Stroll provavelmente continuará na equipa criada pelo pai, Lawrence Stroll.

Na Alfa Romeo ainda há um lugar livre e é aqui que entra o sonho do português Félix da Costa, um dos nomes possíveis para fazer companhia ao finlandês Valtteri Bottas, que vai ocupar a vaga do compatriota Kimi Raikkonen, que já anunciou a reforma.

Nesta altura, ainda não se pode descartar a continuidade de Antonio Giovinazzi, mas a verdade é que há mais candidatos a ocupar o segundo carro da scuderia. Mick Schumacher e Calum Ilott estão entre os preferidos, mas há que contar com Guanyu Zhou, o chinês da Fórmula 2 que chegou a oferecer 30 milhões de euros pelo lugar.

Quem tem uma palavra a dizer em todo este imbróglio é Toto Wolff, patrão da Mercedes, que defende uma oportunidade para Nick De Vries, campeão da Fórmula E, seja na Alfa Romeo ou na Williams. A scuderia britânica, que está numa guerra entre a Mercedes e a Red Bull, tem dois lugares livres, tendo Alexander Albon e De Vries como alvos. Christian Horner, patrão da Red Bull, confirmou que está em conversações com Jost Capito, líder da Williams, para transferência de Albon mas existem pressões externas contra.

Por fim, a guerra na Haas. Nikita Mazepin e Mick Schumacher andam às turras na pista e fora dela e isso pode levar o filho de Michael Schumacher a procurar nova equipa 2022 e baralhar as vagas na Alfa Romeo, Red Bull, Mercedes e Williams.

A Ferrari e a Red Bull são por estes dias scuderias contra a corrente. Os italianos têm Carlos Sainz até 2022 e Charles Leclerc com contrato até 2024. Também os austríacos da Red Bull continuarão como estão, com Max Verstappen e Sergio Pérez na próxima temporada. O holandês lidera o mundial com ligeira vantagem sobre Hamilton e tem contrato até 2023 e Pérez viu o contrato ser renovado há uma semana e meia.

isaura.almeida@dn.pt

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