Irlanda retira apoio a Infantino. Aumenta pressão sobre presidente da FIFA
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Irlanda retira apoio a Infantino. Aumenta pressão sobre presidente da FIFA

Federação irlandesa invoca preocupações com a governação, a transparência e a falta de consulta. Dirigente suíço enfrenta crescente contestação, mas mantém apoios importantes fora da Europa.
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Gianni Infantino sofreu esta quinta-feira mais um revés na corrida à continuidade na presidência da FIFA. A Federação de Futebol da Irlanda (FAI) retirou formalmente o apoio à reeleição do dirigente suíço, juntando-se a várias federações europeias que nas últimas semanas decidiram deixar de apoiar a sua permanência à frente do organismo que tutela o futebol mundial.

A decisão foi tomada pelo conselho de administração da FAI, que decidiu revogar a carta de apoio anteriormente concedida a Infantino. A federação irlandesa explicou que os acontecimentos recentes suscitaram “preocupações significativas” relacionadas com a governação e a transparência da FIFA, bem como com a falta de consultas substanciais.

A FAI reconheceu o apoio que tem recebido da FIFA, mas considerou que a situação atual obrigava a uma mudança de posição. O organismo lembrou ainda as dificuldades que o próprio futebol irlandês enfrentou nos últimos anos em matéria de governação, defendendo, por isso, ter uma responsabilidade acrescida na promoção das melhores práticas de gestão e transparência.

A decisão da Irlanda representa mais um sinal da crescente contestação europeia a Infantino, depois de várias federações, entre as quais as de Inglaterra, Noruega, País de Gales, Finlândia, Sérvia e Países Baixos, terem já tornado público o afastamento em relação ao presidente da FIFA.

A crise intensificou-se devido ao projeto promovido por Infantino para permitir a entrada de investidores privados nos direitos comerciais das principais competições da FIFA. O dirigente chegou a propor a venda de uma participação de 20% por cerca de 4,2 mil milhões de dólares, iniciativa que provocou uma forte reação no futebol internacional e acabou por ser abandonada.

UEFA, Confederação Asiática de Futebol (AFC) e CONCACAF assumiram uma posição particularmente crítica e defenderam a saída de Infantino, considerando que o processo colocou em causa princípios fundamentais de governação e a necessidade de consulta das diferentes partes envolvidas no futebol mundial.

Infantino continua a beneficiar de apoios relevantes, nomeadamente em África e em alguns países árabes. Qatar, Egito, Líbano, Marrocos, Sudão e Mauritânia manifestaram esta quinta-feira apoio ao presidente da FIFA, enquanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) defende que o futuro do dirigente deve ser decidido pelas 211 federações filiadas através do processo eleitoral.

Infantino, presidente da FIFA desde 2016, procura renovar o mandato nas eleições previstas para março de 2027. A sucessão de retiradas de apoio mostra, porém, que a posição do suíço é hoje significativamente mais contestada, com a crise de governação a abrir uma divisão profunda no futebol internacional a poucos meses do processo eleitoral.

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