A Confederação Africana de Futebol (CAF) manifestou esta sexta-feira, 7 de agosto, o seu apoio ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, na crise que se instalou depois de aquele organismo ter iniciado um processo para tentar privatizar uma parte da gestão dos mundiais.Num comunicado, a CAF afirma ter tomado nota de que a FIFA, que rege o futebol mundial, reconheceu que "foram cometidos erros no processo de criação proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE)", de que depois desistiu.A FIFA anunciou a sua proposta de vender 20% da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova filial que pretendia criar para gerir as operações comerciais e os eventos da organização, como o Campeonato do Mundo de Futebol.O projeto foi posteriormente rejeitado pela UEFA e, na semana passada, Infantino anunciou, em comunicado, que a entidade desistia da sua intenção de criar essa filial, após “ter ouvido atentamente todas as partes”.Este projeto mereceu grande contestação de várias confederações e agentes do futebol.Entre eles estão a Associação de Ligas Europeias (EPL), que considerou que o único resultado lógico seria o recuo da FIFA em relação à entrada de privados, mas avisou que o organismo continua com práticas pouco claras.“Não podemos ignorar que na quinta-feira, 30 de julho, no meio do alvoroço em torno da FFE [FIFA Forward Enterprise], a FIFA partilhou com as suas federações membro um relatório de pesquisa, na esperança de avançar com a expansão do Mundial2030 a 64 equipas”, referiu a organização, em comunicado.Esta semana, após a publicação de um artigo de opinião no tabloide britânico Daily Mail, no qual criticou Gianni Infantino, o antigo capitão da seleção portuguesa de futebol Luís Figo pediu a demissão do presidente da FIFA.Para Figo, o atual presidente da FIFA “mentiu, enganou e tentou enriquecer às custas do jogo que deveria servir”.Em 2015, o internacional português chegou a avançar com uma candidatura à presidência da FIFA, mas acabou por desistir, criticando a ausência de debate público entre os candidatos e classificando o processo como “tudo menos uma eleição”.No meio de todas as polémicas, esta semana, o jornal The Times revelou que Infantino terá oferecido a Marrocos a final do Mundial2030 de futebol, sediado também por Portugal e Espanha, em troca de apoio eleitoral, numa informação que foi entretanto desmentida pela FIFA.Segundo escrevia o jornal, Infantino estaria a tentar persuadir as federações-membro da FIFA a emitirem declarações de apoio à sua recandidatura às próximas eleições do regulador do futebol mundial.