Afonso Eulálio
Afonso EulálioEPA/LUCA ZENNARO

Giro: Afonso Eulálio mantém camisola rosa após sexta etapa conquistada por Ballerini

Figueirense de 24 anos cumpriu esta quinta-feira os 142 quilómetros da sexta etapa, que ligou Paestum e Nápoles, com a 'maglia rosa', naquele que foi o 18.º dia em que um português liderou o Giro.
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O ciclista italiano Davide Ballerini (XDS Astana) escapou esta quinta-feira, 14 de maio, a uma queda nos derradeiros metros para conquistar a sexta etapa da Volta a Itália, que continua a ser liderada pelo português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious).

Aos 31 anos, Ballerini estreou-se a vencer em grandes Voltas, ao livrar-se de uma queda no quilómetro final dos 142 entre Paestum e Nápoles, impondo-se com o tempo de 3:19.30 horas, à frente do belga Jasper Stuyven e do francês Paul Magnier, ambos da Soudal Quick-Step.

Afonso Eulálio manteve a ‘maglia rosa’ e enfrenta na sexta-feira o seu primeiro grande teste, com o figueirense de 24 anos a iniciar os 244 quilómetros entre Formia e o alto do Blockhaus, de primeira categoria, com 2.51 minutos de vantagem sobre o espanhol Igor Arrieta (UAE Emirates) e 3.34 sobre o italiano Christian Scaroni (XDS Astana), que fecha o pódio.

Português vive "dia incrível" mas quer levar a rosa pelo menos até ao dia de descanso

Afonso Eulálio viveu esta quinta-feira “um dia incrível” na sua primeira etapa com a camisola rosa vestida, admitindo querer manter o símbolo de líder da Volta a Itália em bicicleta “pelo menos” até ao dia de descanso.

“Desfrutei ao máximo, penso que todos desfrutaram dentro da equipa. Foi um dia incrível. Acima de tudo, espero continuar com esta camisola o máximo que consiga”, admitiu o ciclista português da Bahrain Victorious, em declarações enviadas pela assessoria de imprensa da sua equipa à agência Lusa.

O figueirense de 24 anos cumpriu esta quinta-feira os 142 quilómetros da sexta etapa, que ligou Paestum e Nápoles, com a maglia rosa vestida, naquele que foi o 18.º dia em que um português liderou o Giro.

Um dia após ter-se tornado no terceiro corredor nacional a chegar à liderança da Volta a Itália, depois de Acácio da Silva (1989) e João Almeida (2020), Eulálio confessou ainda estar a assimilar o seu boom de popularidade em Portugal.

“A verdade é que o meu telemóvel estava completamente a explodir. Basicamente, tentei ligar às pessoas mais próximas, à minha família, à minha namorada, e tentar desligar um pouco do resto”, revelou.

O figueirense é também o primeiro ciclista da Bahrain Victorious a vestir a maglia rosa, algo que descreve como "perfeito".

"Agora, está nos livros. Ser o primeiro ciclista da equipa a ter a camisola rosa, é muito bom, porque vou ficar aqui, pelo menos, até 2028. Estamos a trabalhar juntos, a equipa acredita em mim", disse, referindo-se à sua renovação de contrato.

Após uma primeira jornada tranquila como líder do Giro, o também camisola da juventude da 109.ª edição tem na sexta-feira o seu primeiro grande teste, nos longuíssimos 244 quilómetros entre Formia e o alto do Blockhaus, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria à qual os ciclistas chegam após 13,6 quilómetros a subir, com uma pendente média de inclinação de 8,4%.

“[O plano] vai ser tentar o máximo que conseguir. Nem eu mesmo me conheço, vai ser dar tudo o que tenho e não tenho, e tentar chegar, pelo menos, ao dia de descanso”, na segunda-feira, como líder, antecipou.

Eulálio manteve esta quinta-feira a diferença para os perseguidores na geral, tendo o espanhol Igor Arrieta (UAE Emirates) na segunda posição, a 02.51 minutos, e o italiano Christian Scaroni (XDS Astana) na terceira, a 03.34,

Mais importante do que a distância para os homens que o acompanham no pódio é a diferença que o luso tem para os favoritos ao triunfo final, que estão todos a mais de seis minutos, nomeadamente Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), que é 15.º classificado, a 06.22.

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