Fórmula 1 regressa a África com Grande Prémio no Ruanda a partir do início da década de 2030
A Fórmula 1 vai regressar a África com uma prova no Ruanda, ao abrigo de um contrato de dez anos. A corrida deverá entrar no calendário no início da década de 2030, anunciou esta terça-feira a organização do campeonato, numa apresentação em Kigali. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e o chefe de Estado ruandês, Paul Kagame, estiveram presentes. A data da primeira edição ainda não foi definida.
A prova será disputada num circuito permanente a construir de raiz em Bugesera, a sudeste de Kigali e a cerca de 40 quilómetros da capital. A pista ainda não existe e a sua conclusão está prevista para o início da próxima década. A realização do Grande Prémio depende, por isso, da construção do circuito.
Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da Fórmula 1, classificou o anúncio como “um momento marcante” para a modalidade. O responsável afirmou que, com a entrada do Ruanda no calendário na próxima década, o campeonato passará a competir em todos os continentes habitados. Domenicali acrescentou que o regresso a África foi pensado com um compromisso de longo prazo e com o objetivo de criar impacto.
Kagame considerou a decisão “um sucesso e um marco para todo o continente”, em particular para os adeptos africanos, e manifestou esperança de que a realização da prova possa abrir caminho a mais eventos de Fórmula 1 em África. Segundo Domenicali, o continente tem mais de 100 milhões de adeptos da modalidade, um número que continua a crescer.
A última corrida de Fórmula 1 disputada em África realizou-se em 1993, na África do Sul, no circuito de Kyalami, nos arredores de Joanesburgo. O anúncio confirma o regresso do campeonato ao continente após mais de três décadas de ausência e concretiza a candidatura que Kagame apresentou em dezembro de 2024, durante uma intervenção na Assembleia Geral da FIA, também em Kigali.

