A propósito da situação que se vive no Médio Oriente, Mohammed bin Sulayem, presidente da FIA, emitiu esta segunda-feira, 2 de março, um comunicado no qual expressa “solidariedade com as famílias afetadas”, sublinha a tristeza pela perda de vidas e informa que a segurança e o bem-estar serão os critérios orientadores nas decisões sobre os eventos programados para as competições internacionais que a FIA regula. No comunicado, a direção da FIA declara que está em contacto próximo com clubes-membros, promotores, equipas e colegas locais enquanto monitoriza a situação e avalia os riscos para os próximos eventos. A escalada do conflito no Médio Oriente — com ataques aéreos e reações que levaram a lançamentos de mísseis e a medidas de segurança — provocou encerramentos temporários de espaço aéreo em vários países da região (entre eles Qatar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos), o que criou perturbações logísticas importantes para companhias aéreas, operadores turísticos e para equipas desportivas que costumam usar esses aeroportos como pontos de escala. Essas interrupções já levaram a cancelamentos/alterações de voos e a desvio ou estrangulamento de itinerários comerciais. Quanto ao arranque do Mundial de Fórmula 1: o primeiro fim-de-semana da temporada está agendado para Melbourne (Albert Park) e mantém-se, de acordo com a calendarização oficial da época de 2026; as sessões de treinos e a corrida continuam planeadas para os dias indicados no calendário. As equipas, no entanto, enfrentam desafios logísticos potenciais devido às restrições de trânsito aéreo na região do Golfo, sobretudo para o transporte de material, e por isso alguns responsáveis já confirmaram que estão a rever itinerários e planos de voo. Os Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita (ambos agendados para meados de abril no calendário oficial de 2026) estão a ser avaliados caso a caso. A FIA e os promotores locais indicaram que qualquer decisão sobre adiamento, cancelamento ou alteração de logística será tomada com base em avaliações de segurança, em coordenação com autoridades nacionais e promotores, e comunicada de forma oficial assim que houver condições para o efeito. Até ao momento das declarações públicas mais recentes, essas provas continuam na calendarização oficial, mas estão sob “revisão” — isto é, não há decisão final anunciada. O Campeonato Mundial de Resistência (WEC), cuja época tem pontos todos relevantes na região (nomeadamente a prova no Qatar), também emitiu comunicados a confirmar que está a “monitorizar de forma rigorosa” a situação e que a segurança de concorrentes, equipas e público é prioridade. As autoridades do WEC afirmaram que mantêm contacto com parceiros locais para avaliar se as atividades de pista e o evento principal podem decorrer em segurança ou se será necessário tomar medidas adicionais. .Pedro Sousa: “Na Fórmula 1, quando o carro vai para a pista, o risco tem de ser zero”.Fórmula 1 entra numa nova era em 2026 com a maior revolução técnica de sempre