Fernando Gomes na tomada de posse como presidente do Comité Olímpico de Portugal.
Fernando Gomes na tomada de posse como presidente do Comité Olímpico de Portugal.Paulo Spranger

Fernando Gomes tem “esperança” que situação de Ronaldo seja resolvida “a bem”

Antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol não se quer imiscuir no caso, visto que é presidente do Comité Olímpico de Portugal.
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O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, manifestou esta terça-feira, 6 de outubro, esperança de que a situação envolvendo Cristiano Ronaldo e a seleção portuguesa de futebol seja resolvida “a bem e a contento de todos”, escusando-se a comentar o caso.

“Acho que todos os portugueses têm essa esperança que a situação possa ser resolvida a bem e a contento de todos e fundamentalmente de Portugal”, afirmou Fernando Gomes, à margem da cerimónia de assinatura de contratos de financiamento, no Porto.

O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que assumiu a liderança do Comité Olímpico de Portugal (COP) em março de 2025, recusou, contudo, comentar o caso, justificando a posição com a função que atualmente desempenha.

“Não me quero imiscuir, não devo”, afirmou Fernando Gomes, lembrando que não é sua norma interferir em assuntos relacionados com as próprias federações: “Não gosto de comentar casos que não conheço, mais a mais nesta circunstância, em que sou presidente do Comité Olímpico de Portugal e não tenho por norma imiscuir-me em assuntos que dizem respeito às próprias federações”.

Fernando Gomes recordou ainda que, quando intervém em questões relacionadas com federações, procura fazê-lo “fora dos holofotes”, através de uma relação de proximidade com os respetivos presidentes, dando como exemplo uma situação em que procurou contribuir para a resolução de um problema.

“Neste caso concreto, e obviamente por razões que devem compreender, como presidente do Comité Olímpico, não me quero imiscuir, não devo”, reforçou.

Na quarta-feira, o capitão Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio de Portugal em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.

Em Oslo, no domingo anterior, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.

Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram” a decisão de abandonar a comitiva.

A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.

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