A Federação de Andebol de Portugal (FAP) esclareceu esta quarta-feira os desenvolvimentos relacionados com os incidentes registados antes do encontro entre o FC Porto e o Sporting, referente ao Campeonato Placard Andebol 1, realizado no passado dia 28 de março, no Dragão Arena, confirmando a abertura de processos disciplinares e o acompanhamento institucional do caso pelas autoridades competentes.Em comunicado, a federação explicou que participou numa reunião convocada pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, na qual estiveram igualmente presentes representantes dos dois clubes envolvidos. A FAP recordou que, enquanto entidade reguladora da modalidade em Portugal e detentora do estatuto de utilidade pública desportiva, tem competências normativas, disciplinares e de supervisão, sublinhando que todas as orientações técnicas aplicáveis ao encontro foram cumpridas.Segundo a federação, o jogo tinha sido previamente classificado como de risco elevado de nível 1, o que implicava a adoção de medidas reforçadas de segurança por parte do clube organizador e das forças policiais destacadas para o evento. Nesse enquadramento, foi determinada a presença de um gestor de segurança e designados delegados federativos para acompanhar a realização da partida, em articulação com a equipa de arbitragem.A FAP acrescentou ainda que, de acordo com o regime legal relativo à violência associada ao desporto e com o regulamento específico da modalidade, cabe ao clube promotor assegurar as condições de segurança no recinto desportivo, incluindo o controlo de acessos, a permanência de espectadores e a execução dos planos de prevenção definidos para jogos classificados como de maior risco.Perante as ocorrências registadas antes do início da partida, a federação comunicou os factos ao Conselho de Disciplina, que, entretanto, determinou a abertura de um processo de inquérito com vista ao apuramento de eventuais responsabilidades disciplinares. Paralelamente, esclareceu que possíveis responsabilidades de natureza criminal ou contraordenacional não se enquadram nas suas competências, sendo matéria exclusiva das autoridades judiciais.Entretanto, o Ministério Público confirmou também a abertura de um inquérito criminal relacionado com o caso, tendo solicitado à PSP o respetivo auto de notícia para análise. Em causa está um alegado cheiro intenso no balneário visitante, situação que motivou assistência dos bombeiros ao treinador Ricardo Costa e ao jogador Christian Moga antes do encontro.Em reação, o FC Porto garantiu não existirem quaisquer condições anómalas no balneário destinado à equipa visitante, assegurando total colaboração com as autoridades e disponibilidade para prestar todos os esclarecimentos necessários. O clube indicou ainda que apresentará o seu enquadramento formal da situação em reunião com a tutela governativa.Por seu lado, o presidente do Sporting, Frederico Varandas, afirmou que o episódio integra um conjunto mais alargado de situações recentes que decidiu expor junto da ministra, referindo que a equipa leonina avançou para o jogo sob protesto devido às dúvidas levantadas antes do apito inicial.O caso continua agora sob avaliação disciplinar federativa e investigação judicial, enquanto o Governo acompanha o processo através de contactos institucionais com ambos os clubes envolvidos .Andebol. Treinador e jogador do Sporting assistidos após cheiro intenso no balneário do Dragão