Andebol. Treinador e jogador do Sporting levados ao hospital após cheiro intenso no balneário do Dragão

Andebol. Treinador e jogador do Sporting levados ao hospital após cheiro intenso no balneário do Dragão

O treinador Ricardo Costa e o pivô Moga foram assistidos e transportados para uma unidade hospitalar, por indicação da equipa médica. "Acusação inadmissível", reagem os portistas em comunicado.
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A equipa de andebol do Sporting queixou-se de cheiro intenso a lixívia ou algum produto tóxico no balneário da Dragão Arena, antes do jogo com o FC Porto, e foi obrigada a equipar-se fora das cabinas, avançam A Bola e o Record.

O treinador Ricardo Costa e o pivô Moga foram mesmo assistidos e transportados para uma unidade hospitalar, por indicação da equipa médica. Mais jogadores da equipa leonina sentiram-se indispostos.

Os delegados ao jogo presentes no local descreveram o cheiro como "adormecedor" e decidiram que o jogo, inicialmente agendado para as 18h00, fosse adiada em 15 minutos.

Segundo o Record, o Sporting queixou-se do sucedido à Federação Portuguesa de Andebol, que solicitou ao FC Porto para realizar uma inspeção aos balneários, onde não foi detetada qualquer anormalidade.

FC Porto desmente “de forma absoluta” alegados incidentes


Entretanto, o FC Porto desmentiu “de forma absoluta, clara e inequívoca” os alegados incidentes no balneário visitante do Dragão Arena antes do jogo com o Sporting para o campeonato de andebol, rejeitando quaisquer problemas associados a “odores intensos”.

Em comunicado, o clube ‘azul e branco’ considera que as insinuações tornadas públicas são “graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento”, repudiando qualquer tentativa de associação do seu nome a situações que garante não corresponderem à realidade.

Perante a divulgação das alegações, o FC Porto informou ter contactado de imediato a Federação de Andebol de Portugal, a quem negou “categoricamente” os factos, bem como a Polícia de Segurança Pública, solicitando a verificação das condições do balneário visitante do Dragão Arena.

“O FC Porto contactou igualmente a Polícia de Segurança Pública, no sentido de que também essa entidade possa verificar imediatamente e em primeira mão que não existem quaisquer condições anómalas”, refere o clube.

Os ‘dragões’ manifestaram ainda total disponibilidade, mediante autorização da federação, para que órgãos de comunicação social acreditados possam aceder às instalações, permitindo uma verificação direta e independente.

No mesmo comunicado, o FC Porto sublinha que se trata de “uma acusação inadmissível, que atinge injustificadamente a reputação de uma instituição”, reiterando que não se revê nem se envolve em “este tipo de situações”.

Relativamente às indisposições registadas em elementos do Sporting, o clube portista refere apenas que os meios de emergência foram acionados “prontamente”, tendo sido prestado “todo o apoio necessário, com profissionalismo e responsabilidade”.

O FC Porto conclui destacando o seu percurso “centenário” e uma reputação que considera amplamente reconhecida, exigindo que a sua atuação seja avaliada “com rigor, responsabilidade e respeito”.

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