Consagrada campeã do mundo, a atleta portuguesa conquistou um resultado histórico este domingo com um salto decisivo que superou as expectativas iniciais e confirmou o seu lugar entre a elite internacional. Apesar de admitir que apontava para uma marca acima dos sete metros, acabou por alcançar uma distância ainda mais impressionante — 7,92 metros — num momento de enorme pressão competitiva.Na breve entrevista ao Diário de Notícias, logo depois de ter conquistado o ouro, falou sobre a conquista do título mundial, o impacto da lesão no joelho, a importância do apoio dos portugueses e os planos para o futuro dentro e fora do desporto.Quando foste para a prova, estavas à espera deste brilharete?Não estava a focar nas outras atletas, nem naquilo que elas iam fazer. Estava apenas concentrada naquilo que eu queria fazer.Achavas que era possível chegar ao ouro?Era possível, sim. Até esperava que fosse necessário saltar acima dos sete metros, mas felizmente consegui os 7,92.O que sentiste quando percebeste que eras campeã do mundo?Estava à espera do salto da atleta italiana. Quando ela saltou, o público vibrou muito e pensei que ia ter de saltar ainda mais longe. Disse para mim mesma que tinha de dar tudo no último salto. Depois vi a marca e respirei. Foi concentração máxima.. Como te defines como pessoa fora do desporto?Ainda estou a descobrir-me. Tento focar noutras áreas da minha vida. Quero terminar a minha licenciatura, que comecei em Economia, mas estou a pensar mudar para Gestão.Pensas manter ligação ao desporto depois da carreira?Sim, claro. Mesmo que venha a fazer algo fora do desporto, acredito que continuarei sempre ligada a ele.Esta época superaste também dificuldades físicas. Como foi competir com uma lesão?Foi difícil. Tenho enfrentado uma lesão no joelho e até tinha falado com o meu treinador sobre a possibilidade de não participar na pista coberta. Não estava à espera de conseguir este resultado, especialmente nestas condições.Apesar disso, conseguiste bater o teu recorde pessoal. Foi surpreendente?Sim, bastante. O meu recorde já vinha desde 2022 e não estava à espera de o superar este ano, muito menos depois da lesão.Quais são agora os objetivos para o futuro?Continuar a trabalhar da mesma forma. Não quero mudar nada nem colocar expectativas demasiado altas. Quero manter a mentalidade que tinha antes da competição.Que mensagem queres deixar aos portugueses?Quero agradecer todo o apoio, o carinho e a energia que enviam desde Portugal. Quando salto, penso em dar o melhor para representar bem o país..Agate Sousa campeã do mundo do salto em comprimento 18 anos depois de Naide Gomes