Emeric Guerillot confirma evolução olímpica com 38.º lugar no slalom gigante
Christian Petersen

Emeric Guerillot confirma evolução olímpica com 38.º lugar no slalom gigante

Depois do 32.º posto no Super G, esquiador de 18 anos volta a destacar-se entre a elite nos Jogos Milão-Cortina2026.
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O português Emeric Guerillot terminou este sábado no 38.º lugar do slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, numa prova disputada na pista Stelvio, em Bormio, e que ficou marcada pela histórica medalha de ouro conquistada pelo brasileiro Lucas Pinheiro Braathen.

Aos 18 anos, o esquiador luso voltou a dar uma resposta positiva entre a elite mundial do esqui alpino, depois de já ter alcançado o 32.º lugar no Super G, resultado que igualou a melhor classificação de sempre de Portugal na modalidade em Jogos Olímpicos. No slalom gigante, Guerillot realizou a primeira manga em 1.22,87 minutos, que lhe valeu o 42.º tempo provisório. Na segunda descida, partindo com o dorsal 57, melhorou de forma significativa, ao cumprir o traçado em 1.16,58 minutos, subindo posições e fixando o registo total em 2.39,45, a 14,45 segundos do campeão olímpico.

A prova contou com 81 atletas à partida, dos quais 69 concluíram as duas mangas. O pódio ficou completo com os suíços Marco Odermatt, medalha de prata com 2.25,58 minutos, e Loïc Meillard, bronze com 2.26,17. Braathen, de 25 anos, assegurou a primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno ao somar 2.25,00 minutos, depois de uma primeira manga quase perfeita (1.13,92) e de uma segunda descida sólida (1.11,08). Filho de pai norueguês e mãe brasileira, o esquiador representou anteriormente a Noruega, mas passou a competir pelo Brasil em 2024.

Em declarações citadas pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), Emeric Guerillot mostrou-se satisfeito com a prestação. “Hoje foi um dia muito bom para mim. Na primeira manga, consegui fazer o meu esqui e não fiquei muito longe. Em termos de posição, fiquei mesmo muito contente. Sobretudo porque bati alguns atletas que são bastante fortes e que, normalmente, são mais fortes do que eu a este nível”, afirmou.

O jovem destacou ainda a qualidade da segunda manga e o significado do resultado obtido numa disciplina que não é a sua preferida. “Na segunda manga, aí sim, esquiei mesmo muito bem, consegui fazer o meu esqui. Estou muito contente com aquilo que fiz. E no final, em termos de classificação, fiquei mesmo muito bem colocado: 38.º lugar, quando tinha partido com o dorsal 57 na primeira manga. Por isso, estou mesmo super contente. É uma consagração para mim fazer este resultado em slalom gigante, que nem sequer é a minha disciplina favorita nem aquela em que sou mais forte. A pista era bastante difícil, bastante longa, mas consegui sair-me bastante bem e espero repetir isto no slalom.”

Guerillot volta agora a competir na segunda-feira, na prova de slalom, encerrando assim a sua participação individual nestes Jogos, numa edição em que confirmou a progressão do esqui alpino português ao mais alto nível competitivo.

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