O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta sexta-feira, 24 de julho, o arquivamento, por falta de "indícios suficientes da prática de infração disciplinar", do processo de inquérito instaurado a Luciano Gonçalves, por alegadas interferências na arbitragem.O relatório do processo, instaurado em 01 de julho e que visava uma investigação por "eventual prática de infração disciplinar" do presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, conclui que “não foram recolhidos indícios suficientes da prática de infração disciplinar”, propondo, por isso, “o arquivamento dos autos”.O inquérito incidiu, entre outras matérias, sobre alegações de que o presidente do CA teria transmitido informações sobre futuras nomeações de árbitros, bem como sobre uma mensagem enviada a um árbitro antes de um encontro da I Liga de futebol da época 2025/26.O processo a Luciano Gonçalves foi instaurado na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem alegou que um árbitro tinha partilhado consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes”.Na sequência da demissão de Duarte Gomes, entretanto substituído no cargo por João Ferreira, a FPF remeteu para o Ministério Público os factos relatados pelo antigo diretor técnico..Guerra na arbitragem da FPF acaba no Ministério Público. Clubes pedem explicações e CJ abre inquérito