Com o viking Froholdt de volta, FC Porto vence Benfica e segue como líder invicto da I Liga
MANUEL FERNANDO ARAÚJO

Com o viking Froholdt de volta, FC Porto vence Benfica e segue como líder invicto da I Liga

Gabri Veiga, Froholdt e Hwang marcaram os golos do triunfo portista na 7.ª jornada. Expulsão de Lenglet prejudicou estratégia de Marco Silva e penalizou a equipa encarnada.
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O FC Porto venceu o Benfica (3-1), no primeiro clássico do campeonato. Gabri Veiga, Froholdt e Hwang marcaram para os golos do campeão nacional, enquanto Alexander Bah fez o golo visitante este domingo (dia 20 de setembro), no Estádio do Dragão. A equipa de Francesco Farioli segue assim líder da I Liga 2026/27, com 21 pontos em sete jornadas, enquanto os encarnados, que voltaram a perder para o campeonato...55 jogos depois, seguem no segundo lugar, com 16 pontos.

Os ingredientes estavam todos lá. Além de uma rivalidade histórica bem patente na tarja com que os adeptos portistas brindaram os visitantes, lembrando que o FC Porto é o clube com mais troféus em Portugal (88 contra 87 do Benfica), o primeiro clássico da época 2026/27 colocou frente a frente a melhor defesa do campeonato, a do FC Porto, e o melhor ataque, o do Benfica. E o resultado foi um grande jogo de futebol, carregado de emoção e polémica para dar e vender.

O regresso de Victor Froholdt foi a grande novidade de Francesco Farioli para a receção ao Benfica de Marco Silva, que tentou surpreender com Sudakov, que só jogaria 35 minutos por culpa das circunstâncias do jogo. Depois de um início mais fulgurante do Benfica, com Rafa a criar desequilíbrios e Prestianni a criar oportunidades de golos, o FC Porto, que viu Pablo Rosario (um dos melhores em campo) travar o remate de Bah em cima da linha de golo, tomou conta da partida e adiantou-se no marcador com um golo cheio de classe de Gabri Veiga, que aos 31 minutos desviou a bola para a baliza de Samuel Soares.

O antes e o depois da expulsão de Lenglet...

O FC Porto aproveitou a melhor fase do encontro para marcar e o Benfica viu um jogador perder a noção do momento e prejudicar a estratégia do treinador e comprometer o resultado. cabeça. Clement Lenglet tornou-se na expulsão mais precoce de sempre de um benfiquista num clássico ao ver um cartão vermelho aos 35 minutos, por acertar com a mão na cara de André Silva - fez duas assistências para golo, naquela que foi a melhor exibição desde o regresso ao Dragão.

A perder e reduzido a 10 jogadores devido à expulsão, Marco Silva teve de sacrificar Sudakov, no jogo em que lhe voltou a dar a titularidade, para fazer entrar Circati e assim devolver o equilíbrio à equipa. E antes do intervalo ainda viu Samuel Soares mostrar-se ao selecionador Jorge Jesus com uma dupla defesa, a impedir William Gomes de marcar antes do intervalo.

No regresso do intervalo, Alexander Bah apareceu a desviar a bola de cabeça, após uma grande jogada de Prestianni, para a baliza e bater Diogo Costa. Mas quase nem deu para festejar o empate. Froholdt, o viking indomável, como é tratado pelos dragões, devolveu a vantagem no marcador à equipa. O médio regressou após cumprir o protocolo de ausência forçada, depois de ter perdido os sentidos num jogo devido a um choque na cabeça, foi o melhor em campo e acabou aplaudido.

Também Hwang Inbeom, que tinha entrada para o lugar de Gabri Veiga (saiu com queixas física), ainda antes do intervalo, fez o 3-1, logo de seguida e acabou com qualquer hipótese de recuperação da equipa benfiquista. E assim, após 55 jogos para o campeonato, o Benfica voltou a perder, não conseguindo igualar o melhor registo da história do clube (56 jogos sem perder). A última derrota tinha sido em 2024/25, com o Casa Pia (3-1).

isaura.almeida@dn.pt

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