Marco Silva, treinador do Benfica
Marco Silva, treinador do BenficaANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

Benfica procura o pleno em Chipre com Echeverri no onze

Marco Silva confirma a titularidade do argentino e exige concentração frente ao Omonia, que também soma duas vitórias na Liga Europa. Com cinco indisponíveis, há menos margem para gerir a equipa.
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O Benfica procura esta quinta-feira (22), em Nicósia, prolongar o arranque vitorioso na fase de liga da Liga Europa e somar o terceiro triunfo consecutivo na competição. Depois das vitórias sobre o Milan, em San Siro, por 2-0, e sobre o Celtic, na Luz, por 4-1, a equipa de Marco Silva defronta o Omonia, às 20h00 de Portugal continental, no Estádio GSP. Pela frente terá um adversário que também conquistou os seis pontos possíveis nas primeiras duas jornadas e ainda não sofreu qualquer golo.

Claudio Echeverri será titular, numa das alterações já confirmadas pelo treinador do Benfica. Na conferência de imprensa desta quarta-feira, realizada no Seixal antes da viagem para Chipre, Marco Silva anunciou que o argentino começará o encontro e mostrou confiança na resposta que poderá dar. O médio ofensivo tem aproveitado as oportunidades a partir do banco e prepara-se agora para assumir maior protagonismo numa noite europeia.

“O Claudio tem entrado muito bem e amanhã vai ser titular”, afirmou o técnico, que destacou a personalidade demonstrada pelo jovem. A decisão surge depois de um período de trabalho que permitiu ao argentino melhorar a condição física e aprofundar o conhecimento das exigências da equipa, tanto na organização ofensiva como no comportamento sem bola.

A aposta em Echeverri não significa, porém, uma mudança na exigência. Marco Silva recusa que a diferença de dimensão entre os clubes seja motivo para facilitar e deixou um aviso sobre a forma de abordar o encontro: “Percebemos que os nomes não ganham jogos, nem a grandeza dos clubes.” O treinador considera que olhar para o estatuto do adversário seria um erro, sobretudo perante uma equipa que já venceu o Celta de Vigo e o Celje nesta competição.

A mensagem prolongou-se na conferência de imprensa. “Não há como estar relaxado num clube destes”, vincou. Marco Silva garantiu que os jogadores não lhe têm dado sinais de descompressão e assumiu que lhe cabe impedir qualquer quebra de concentração. Os resultados europeus alimentam a confiança, mas o treinador quer que essa confiança se traduza na preparação e na capacidade de competir.

O principal problema para a deslocação a Chipre está nas opções disponíveis. Leandro Barreiro e Jhon Durán juntam-se a Banjaqui, Kaminski e Enzo Barrenechea na lista de indisponíveis, reduzindo a margem para distribuir minutos numa fase em que o calendário volta a apertar.

“É um número elevado”, reconheceu Marco Silva, confrontado com as ausências. O treinador sublinhou que a sucessão de encontros torna particularmente importante a profundidade do plantel, mas garantiu que procurará soluções entre os jogadores disponíveis. A prioridade passa por apresentar uma equipa competitiva e suficientemente fresca.

A situação de Barreiro ilustra as dificuldades de planear antecipadamente. O médio fazia parte das contas do treinador para este encontro, antes de ficar indisponível. Sem o internacional luxemburguês e Barrenechea, a gestão do meio-campo fica mais condicionada, obrigando a rever escolhas e a admitir maior utilização de alguns jogadores. Em contrapartida, abrem-se possibilidades para jovens da formação acompanharem o trabalho da equipa principal.

Apesar das limitações, Marco Silva mantém uma avaliação positiva da evolução coletiva. O treinador considera que já houve vários momentos em que o Benfica correspondeu ao futebol que pretende, destacando a qualidade da primeira parte diante do Celtic. Identifica, contudo, oscilações que precisam de ser corrigidas, sobretudo quando a equipa perde controlo e permite que os encontros se tornem mais abertos.

Os sinais de crescimento sustentam o otimismo. “Os jogadores compraram a ideia desde a primeira hora”, salientou. O objetivo é agora dar continuidade a essa identificação com o modelo de jogo e conseguir exibições mais regulares ao longo dos 90 minutos.

A antevisão ficou também marcada pela defesa de Anatoliy Trubin, depois de notícias sobre uma eventual saída do guarda-redes. Marco Silva rejeitou que essa informação tivesse partido do Benfica e valorizou a atitude do internacional ucraniano, independentemente de ser ou não utilizado. “Compete-me fazer a defesa do jogador, jogando ou não”, afirmou, deixando em aberto a possibilidade de o lançar frente ao Omonia.

Do outro lado estará uma equipa que chega ao encontro com argumentos próprios. O Omonia venceu o Celta de Vigo, por 1-0, e o Celje, por 3-0, construindo um início europeu sem golos sofridos. Os quatro golos marcados e a eficácia defensiva ajudam a explicar a confiança dos cipriotas, que procuram prolongar esse percurso diante de um adversário de maior projeção internacional.

Henning Berg reconhece a dimensão do desafio e atribui o favoritismo ao Benfica, mas, em declarações à Sport TV, transmitiu a expectativa com que a sua equipa encara a receção aos portugueses. O treinador norueguês valorizou o momento do Omonia e reservou ainda um elogio ao compatriota Fredrik Aursnes, destacando a sua “inteligência no jogo que está ao mais alto nível”.

O antigo jogador do Manchester United tem associado o bom momento do clube à qualidade do grupo e ao apoio que o rodeia. “Este bom momento deve-se a um plantel muito bom, um grande apoio da direção e adeptos fantásticos”, afirmou, em declarações reproduzidas pela UEFA na antevisão desta jornada.

Em Nicósia, estarão frente a frente duas equipas que ainda só conhecem a vitória nesta fase de liga. Para o Benfica, vencer significa chegar aos nove pontos e reforçar um arranque europeu construído perante Milan e Celtic. Para o Omonia, o encontro oferece a oportunidade de confirmar a consistência dos primeiros resultados. Marco Silva quer impedir que essa ambição cipriota surpreenda uma equipa avisada de que o favoritismo precisa de ser demonstrado dentro do campo

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