O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, revelou esta quarta-feira, 13 de maio, ter desafiado o guarda-redes Diogo Costa a ficar no clube e a envergar na próxima época a camisola número 2, que pertenceu a Jorge Costa, após a conquista da I Liga de futebol.“Fiz-lhe o desafio, que espero que aceite, de, no próximo ano, envergar a camisola número 2 do FC Porto. Seria uma honra enorme para todos. É um desejo que lhe transmiti e, para que isso aconteça, tem de estar no FC Porto para o ano. Passou uma época maravilhosa, talvez a mais importante ou decisiva, e queremos todos contar com ele”, afirmou, antes de um jantar com deputados portistas, em Lisboa.Em declarações, André Villas-Boas lembrou o “significado histórico e importante” dessa camisola, associada ao antigo defesa central e capitão Jorge Costa, falecido em agosto de 2025, no início de uma época que culminaria com a conquista da I Liga.O dirigente dos dragões demonstrou muito confiança de que o treinador italiano Francesco Farioli se manterá na liderança da equipa, a qual poderá ter mudanças para a próxima temporada, embora o desejo seja o de manter todo a base do plantel.“Farioli tem demonstrado unidade total com o projeto e já estamos a trabalhar na construção da equipa do próximo ano. Os clubes portugueses sofrem, sobretudo, com tesouraria. É importante haver vendas e renovação, para se continuar a ser um clube capaz de fazer frente aos encargos financeiros. Poderá haver mudanças nesse sentido, mas a ideia é manter os jogadores mais importantes”, expressou.Um dos futebolistas que poderá ter mais mercado é o médio dinamarquês Victor Froholdt, com André Villas-Boas a revelar que o agente do jogador já comunicou o interesse de vários clubes, apesar de contar igualmente com essa permanência.“Se calhar, o Froholdt é um dos candidatos a jogador do ano. É um jogador muito importante para o FC Porto. Eu não nego que o seu agente tem partilhado comigo muito do interesse que há de outros clubes europeus. De todas as maneiras, o Froholdt foi muito claro relativamente ao seu futuro no FC Porto e contamos com ele”, frisou Villas-Boas, que afastou totalmente algum interesse em Lewandowski.O presidente, que atribuiu ao vice-presidente e gestor executivo do futebol do FC Porto, Tiago Madureira, muito mérito no 31.º título, vê Bednarek “bem e motivado” após o assalto a sua casa e comentou alguns “excessos” durante as celebrações.“Há excessos e emoções viscerais, relacionados com a história do campeonato. Não posso negar que os jogadores terão ouvido palavras do presidente do Sporting algumas vezes durante a temporada e que isso tenha servido de motivação. Como treinador, eu também usava estes pequenos deslizes dos adversários para nos dar motivação e com certeza que Farioli fez de igual maneira. Por isso, acabaram por extravasar, de forma emotiva, tudo o que sentiram”, considerou André Villas-Boas.O jantar contou com a presença dos deputados da Assembleia da República que são adeptos do FC Porto, dando continuidade a uma tradição que foi iniciada sob a presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, antecessor de Villas-Boas no cargo.Deputados de vários partidos discursaram antes do jantar, nomeadamente Hugo Soares (PSD), Rui Afonso (Chega), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Mário Amorim Lopes (IL), Alfredo Maia (PCP) e João Almeida (CDS-PP), além de Villas-Boas.