Viagem sentimental à Buenos Aires do Duque

O café da Calçada do Duque serve de homenagem aos sítios onde todos sabem o nosso nome.

Este é um roteiro sentimental por alguns restaurantes de Lisboa, que tanto podia terminar na Praça Luís de Camões, a comer um bife tártaro sem molhos e com muitas alcaparras na Velha Gruta, como poderia passar pela Flor da Laranja, na Rua da Rosa, e pelo cuscuz royal ou o delicioso pimentão recheado, entre abraços francos da Rabea. Ou ainda pelos bifes, o Finca Flichman Misterio e aquela batata com manteiga do Último Tango ou as recordações dos já desaparecidos Pedro das Arábias, Sul ou Ali-a-Papa.

Mas desta vez a viagem para no Buenos Aires da Calçada do Duque e serve de elogio aos pimentos padrón, aos peixinhos-da-horta, à maravilhosa tira argentina com batata-doce, ao vinho da semana, às quilmes e aos mojitos, ​​​​​​​que nem a crónica falta de multibanco consegue ensombrar. Mas também às frases de amor na parede, aos copos bebidos à porta com vista para a cidade velha, à música argentina, francesa ou italiana, ao ambiente de boémia que reforça a vontade de concretizar aquele plano sempre adiado de ir à América do Sul.

Mas mais ainda do que um elogio ao café aberto em 2002 "por uma portuguesa que se casou com um argentino em Paris" - e que entretanto já ganhou uma irmã mais nova e mais clean algumas portas ao lado, a Fábrica -, esta é a homenagem a todos aqueles sítios onde todos sabem o teu nome.

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